sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sonho de um reencontro comigo mesma.


E quando almas estão ligadas
O tempo não limita a saudades.
O esquecimento que os problemas cotidianos abafa,
Não é suficiente para alcançar o âmago mais profundo do coração.
Algum fato que remete lembranças do passado,
Numa noite, entra trazendo um frio suave na semana..
E ao longe, os olhos tristes e cansados, 
Que olham para tudo, mas não conseguem enxergar nada.
Se perdem na paisagem nebulosa e empoeirada,
Da grande cidade seca e amargurada.
As pálpebras enchem-se de lágrimas,
Mas o vento bate e parece secá-las.
Então há uma simbiose: a cidade tão querida e meu eu.
Somos uma só: envelhecidas, amarguradas e secas.
A vida parece cada vez mais difícil
E a entrega é algo covarde,
Mas o cansaço de nadar e nadar
Sem chegar a lugar nenhum 
É por vezes angustiante.
A cabeça pesa, dói,
A enxaqueca é uma constante.
O sono chega tarde e parece arrastar-me pelos pés.
Perdida e embriagada, num bar qualquer da grande cidade,
Cansada, mas acalentada por elogios interessados 
De um ser qualquer daquele lugar, continuo caminhando...
Ouço uma voz ecoando num tom de lamentação e ironia:
"E você disse que iria me esperar...estou vendo..."
Não poderia ser, com os olhos turvados pelo álcool,
Foi em direção daquela sombra,
Eis que a escuridão enche-se de luz!
Aproximei-me e não pude acreditar no que via; era minha, sua alma.
Fiquei confusa; já não sabia mais quem eu era, ou você.
Mas sim, era ele ou eu...
Os mesmos olhos tristes com a cor do inverno,
Encobertos por lentes semi-escuras
A tonalidade grave e o formato maior que o convencional
Mas perfeitamente delineado...
Havia porém, algo diferente; os cabelos estavam curtos..
Mas sim, era você, ou eu.
Minha essência sempre a mesma: você é único, eu sou única.
Abracei-o e esqueci que estava acompanhada daquele algoz, 
Ser humano inútil, que não se sabe nem ao certo, como surgiu.
Voltei-me a ti, mim mesma; como sentira tua falta, minha falta.
Como pudera sobreviver tantos anos sem ti, sem mim.
Sentei-me junto a ti e falamos com os olhos.
O silêncio falava mais do que mil palavras
E o verdadeiro era de fato verdadeiro.
Muito juntos, não queríamos mais nos separar,
Nunca mais, nunca, nunca, nunca...
Nos acariciávamos como felinos
Numa pureza infantil, sempre presente entre nós.
Mas agora com um tom diferenciado,
Já que o tempo nos dera-nos marcas e sentimentos mais adultos.
Enfim, parecia ter encontrado o que há tempos havia perdido.
Então tristemente acordei, mais uma vez com lágrimas nos olhos
Ainda não era minha hora; a hora do encontro comigo mesma, contigo.
(Pour Ana Paula L - escritos de um sonho em 05/12/2014)




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Linguagem Verbal e Não-Verbal



Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de comunicação.
Linguagem não-verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação. 
A linguagem não-verbal pode ser até percebida nos animais, quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.

Dentro do contexto temos a simbologia que é uma forma de comunicação não-verbal.

Exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a atenção ou exprimir uma mensagem.

É muito interessante observar que para manter uma comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma linguagem, seja, verbal ou não-verbal.

Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando palavras escritas e figuras ao mesmo tempo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A verdadeira história do Halloween


Não sou lá, grande admiradores dos norte americanos,no entanto, costumo mesmo celebrar este dia, especialmente, porque apesar do Halloween ser denominado como uma festa da cultura americana, sua verdadeira origem vem lá dos povos antigos(celtas) e quanto algo mais novo, em especial dos ingleses.
Segue abaixo mais detalhes para entender melhor o que falo.
Halloween é um nome original da língua inglesa e trata de um evento tradicional e cultural que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido.
A origem das celebrações advém dos antigos povos, sendo que não existe ao certo referências precisas de onde surgiram precisamente estas celebrações.
Acreditem ou nãao, a palavra Halloween tem origem na Igreja católica e vem de uma tradição contraída do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos, que é um dia católico de observância em honra de santos.
Mas, no século V d.C, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro, o feriado era Samhain, o Ano novo Céltico.
Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra "Hallowinas" - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia) e eu também creio nesta versão.
Mas os estudiosos dizem que a palavra Halloween surgiu da seguinte forma:
O nome é, na realidade, uma versão encurtada de "All Hallows' Even"(Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows' Day).
"Hallow" é uma palavra do inglês antigo para "pessoa santa" e o dia de todas as "pessoas santas" é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos. Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, "All Hallows' Even", como "Hallowe'en", e mais tarde simplesmente "Halloween".

O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo.
Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis.

Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol.
Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en.
Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte.
Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.
Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati).
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passou ser conhecido como o "Dia das Bruxas".

sábado, 18 de outubro de 2014

É correto dizer presidenta?


Afinal, Dilma Rousseff ocupará o cargo de presidente ou presidenta do Brasil?
Tais expressões estão condicionadas a um fato linguístico inerente à classe gramatical representada pelos substantivos, mais precisamente no que se refere a uma de suas flexões – o gênero. 
E ao se tratar deste assunto, percebe-se que há divergência de opiniões entre renomados gramáticos, tais como Celso Cunha, que ressalta que o feminino (relativo à presidenta) ainda se apresenta com curso restrito no idioma, em se tratando do Brasil; Evanildo Bechara e Luís Antônio Sacconi admitem como corretas as duas formas; João Ribeiro afirma que "o uso de formar femininos em “enta” dos nomes em “ente”, como presidenta, almiranta, infanta, tem-se pouco generalizado". Por último, citamos as palavras de Domingos Paschoal Cegalla, o qual revela que “presidenta” é a forma correta e dicionarizada, ao lado de presidente. 

Divergências deixadas à parte, o fato é que forma “a presidente”, está correta, justamente pelo fato de integrar ao caso relacionado aos substantivos denominados comuns de dois. Portanto, podemos perfeitamente dizer: a presidente. 
Assim, em meio a tantos posicionamentos, há que se dizer que há um especial, retratado pelo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), revelando que o substantivo pode perfeitamente ter a sua forma flexionada, ou seja, é correto também dizermos presidenta.
Desta forma, o que mais nos interessa é saber qual das formas estão corretas, não é verdade? Pois bem, as duas estão de acordo com o padrão formal da linguagem. 
Empregar esta ou aquela é opção de cada usuário: presidente ou presidenta.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Máscaras (Persona) da vida

Ser uma pessoa verdadeira é não se apegar as suas máscaras, personalidades. Isto porque temos várias “personas”.

Ser você mesmo significa abandonar todas as falsidades que o mundo te põe. Esta atitude é claro, são para os “rebeldes”.
Ter orgulho daquilo que você é.
As suas sepulturas são seus próprios corpos.
Abandone aquilo que é falso! Imagine passar a vida inteira fingindo ser uma pessoa que não é?
Promessa biológica é a tua genética, teu jeito pessoal – aquilo que ninguém pode te tirar.
O único apego que vale a pena é aquilo do qual você nunca vai perder: tua personalidade.
Ter absoluta, plena vazão à tua própria natureza. E se não viveres assim, estarás desrespeitando a si mesmo.
Podes até ter grande prestígio social, mas estará vivendo como um verdadeiro zumbi.
Basta olhar os políticos, líderes que estão no poder: não passam de pessoas mortas, cujo os corpos são suas verdadeiras sepulturas.
Aquilo que tu és tem perfume e aroma único. Tem um florescer que é só teu.
Estar perto de pessoas verdadeiras é sempre maravilhoso.
“Múmias – pessoas mumificadas corporalmente. Nós mumificamos uma série de crianças na infância, por exemplo. Devido a uma educação rotulada, permeada de falsidades impostas pelo mundo.
A personalidade cria couraças (tudo aquilo que te impede de ser a si mesmo) hoje em dia.
O mundo molda os seres humanos e os torna de plástico, fazendo com que deixem de ser eles próprios.
A vida é uma sucessão de portas, de vários caminhos que se deve abrir. Mas se não abrirmos a primeira porta, não conseguiremos abrir as próximas, e assim sucessivamente. Então a sua vida será uma eterna porta fechada.

Seja aquilo que tu és – “transcenda a massa medíocre, transcenda as multidões...”(Osho)
A multidão está profundamente adormecida. Bilhões de pessoas vivem de uma máscara, esquecendo-se completamente de si mesmas. Revolução, rebeldia, ser leal por seus próprios valores.
O mundo está permeado de marionetes nas mãos de políticos, profissões, famílias.
Desafio: abandona a máscara que a sociedade te impõe!
Descubra quem vc é!
Pergunta transformadora: Quem é você? Quem está aí?
A resposta para tal pergunta, pode ser profundamente transformador. Pense sobre isso e se rebele, apenas sendo você.
(Pour Ana Paula L.)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Romantismo - Goethe e Fausto - Excelência em todos os aspectos


O escritor alemão do período literário romântico Goethe, falecido em 22 de março de 1832, escreveu sobre um personagem que supostamente teria vendido a alma ao tinhoso. 
Baseado no “mito de Fausto”, a peça 'Fausto', publicada em 1806, tornou a lenda conhecida no mundo todo.

“Para além de algumas anedotas medievais, o mito propriamente dito teve início na época de Lutero, quando uma série de vestígios dão a entender que de fato existiu um tal de Fausto com dons mágicos”, conta Márcio Seligmann, diretor do documentário Fausto e a Busca do Conhecimento.
Dr. Johannes Georg Faust seria o nome do médico e alquimista em que se baseiam essas posteriores obras literárias. Conta-se que ele decidiu fazer um pacto com Mefistófeles (“inimigo da luz”) para satisfazer seus desejos humanamente inalcançáveis.

Os escritos da época o descrevem como uma figura pouco louvável, que algumas vezes era admirado, e em outras era suspeito de charlatanice. A estudiosa do tema Vanderléia de Andrade Haiski conta que ele foi degolado e sua morte atribuída ao diabo.

“Nos séculos XVII e XVIII, Fausto teve grande exposição na Alemanha, nos palcos das feiras e no teatro de marionetes, além de surgirem várias reedições das narrativas populares. A proliferação de Fausto na Alemanha se dá em todos os gêneros literários”, completa ela. 
“Depois de Goethe, o mito fáustico adquiriu um caráter mais atual, de reflexão sobre o elemento prometeico do progresso e sobre o indivíduo moderno, sem Deus e entregue a si mesmo para resolver a questão do tempo e da moral”, explica Seligmann.

O escritor de Fausto

Um dos nomes mais importantes da literatura alemã, o autor e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe nasceu em Frankfurt, em 1749, e morreu em Weimar, em 1832.

“Ao contrário do que acontece com muitos escritores, Goethe não foi projetado no cenário mundial pelo seu país: ele projetou a Alemanha para o mundo”, afirma Vanderléia.

“Além disso, fazia incursões pela ciência, foi um escritor diferenciado em sua produção, pois escreveu em todos os gêneros literários, teve reconhecimento, renome e poder, além de ser uma figura influente”, completa ela.

“Goethe escreve como um clássico, mas sem perder a leveza, o humor e a ironia. Essa foi a sua genialidade. Sua obra representou uma virada na história da literatura em língua alemã”, garante Seligmann.

Mil e uma vezes Fausto
Você faria um pacto com o diabo em troca de riquezas materiais? 
“O personagem Fausto de Goethe é a versão romântica da utopia do homem que, insatisfeito com a sua condição de mortal, recorre a qualquer meio para realizar seu sonho de atingir a eternidade”, afirma Salvatore D’Onofrio, conhecedor do assunto.

O Gato Preto