segunda-feira, 30 de março de 2020
sábado, 28 de março de 2020
O Corvo - de Edgar Allan Poe
Sensacional esta animação...
Ótima para introduzir na literatura pré-adolescente.
Abraços,
Ana Paula
quinta-feira, 26 de março de 2020
Iluminismo contemporâneo
Sabemos que a situação é grave, pois envolve milhares de vidas no mundo todo que correm risco de iminente face a um vírus batizado como COVID-19 ou Coronavírus.
Contudo há de se ter cautela, uma vez que envolve muitas outras questões econômicas, sociais e políticas.
Não deve ser fácil para um líder direcionar tamanho problema, portanto temos de ter paciência e tentar pensar não só com o coração, mas também com a razão: trata-se de um momento atípico.
Para aqueles, que como eu, estão vivendo este momento de pandemia no qual temos diversas situações e pessoas agindo e respondendo de formas diferentes, uma fator é comum a todos: o medo.
E este medo que nos acomete é não só de adoecermos fisicamente, mas também de vermos nossos entes queridos, amigos, filhos, avós, pais, mães, maridos, esposas serem levados por esta doença tão pequena, mas de proporções tão grandes e desconhecidas até a morte.
Tenho lembrado constantemente nestes dias de quase quarentena, dos tempos passados, estou falando de um ano atrás em que assistia filmes de ficção apocalípticos e até mesmo de zumbis e que parecia tão distante de uma possível realidade, mas que hoje, exatamente do dia 23 de março de 2020,parece tão real e possível e fato: está acontecendo, a ficção tornou-se realidade.
Certamente que cineastas e roteiristas dirão que sempre imaginaram que um dia poderia acontecer um surto pandêmico ou algo do gênero afetando o mundo, porém até mesmo para estes entendidos do assunto a vida real é bem mais assustadora.
Penso que ao fim deste processo de tantas agruras e dificuldades, alguns sairão mais fortes,outros surtarão e infelizmente uns nem irão sobreviver para contar história.
Chego a pensar que algo superior a força do homem gritou: chega!
Então o mundo teve que desacelerar obrigatoriamente: grandes centros urbanos com pessoas indo e vindo de seus trabalhos, sem tempo para família, sempre pensando em trabalho e mais trabalho para poder pagar contas e dar uma vida melhor para os seus. Mas parem pra pensar...dinheiro e mais dinheiro servindo para pagar contas, para ter uma vida melhor, contudo muitas vezes, sem tempo para usufruir de suas conquistas.
Quantas e quantas vezes, deixei de ir num encontro "chato" de família, coisa de uma, duas horas do meu sábado ou domingo, porque tinha que trabalhar em casa ou ir ao mercado, enfim. Quantas e quantas vezes?
Pois é, tem duas semanas que não posso ver meus pais, avó e filho pessoalmente, dar um abraço, um beijo.
Confesso que chorei ao telefone, quando vi minha vozinha de 83 anos chorando de saudades, meu filho, minha mãe, meu pai. Até o coração mais duro, bate forte e com a culpa pesada dos tempos modernos.
E aí volto, o mundo teve que parar, para perceber o quanto estamos agindo errado. Não estou dizendo, longe de mim, que trabalhar é errado, mas que devemos priorizar sentimentos, pessoas que amamos e principalmente, que nos querem bem.
É lógico que existe por aí pessoas que quando podem não estão juntas porque simplesmente não quem ou preferem a companhia de outras, a estes não adianta lástimas, até porque nem existe este apreço, então por favor, não seja um falso moralista!
Há também aqueles que fizeram parte de sua vida no passado, brincaram com teu sentimento e teu respeito, e repentinamente resolvem ressurgir dos mortos para perturbar a sua vida...então, mais uma vez, peço ao homem de boa fé: cautela!
Este é um momento de transformação, que devemos prestar ainda mais atenção para aqueles que estão do nosso lado, ainda que não fisicamente, mas que no coração, na alma, que verdadeiramente querem de fato nosso bem. Devemos valorizar cada detalhe de cuidado, cada gesto de carinho do outro que se preocupa conosco.
A vaidade, beleza estética é ponto importante para o ser humano? Claro que sim. Mas não deve ser maior do que a essência do respeito e do amor verdadeiro.
Paixões passam, o amor fica.
Com o tempo as pessoas hão de entender o que estou falando...mas só o tempo que traz consigo rugas e cabelos brancos, as farão entender.
Contudo, o isolamento social tem este lado bom que é o de parar e pensar em quem eu sou, como estou agindo e o que deixarei de bom neste mundo: quero deixar boas ações e boas lembranças naqueles que me amam e que eu amo ou quero deixar minha imagem linda mas de mau caráter?
Devemos rever o nosso papel social mas sobretudo espiritual.
Não é fácil conseguir lidar com tantas coisas disponíveis neste mundo atual...a falsidade, a imoralidade, entram online através de sites sociais, whatsapp, celulares, entre outros meios. Mas temos que ter firmeza de coração, de caráter e pensar naquilo de bom que somos e conquistamos.
Sou grata a vida pelo ser humano íntegro que sou hoje, mas ainda erro muito comigo mesma, sabendo que preciso melhorar.
Mas creio que com o próximo, consegui chegar no que queria: integridade completa e inquestionável.
Ao fim desta pandemia, penso que como em fatos históricos passados, chegaremos numa espécie de Iluminismo contemporâneo.
Outrora quando houve o surto da peste negra dizimando milhares e milhares de pessoas e que durou um bom tempo teve sua finalização então a época negra foi iluminada, com novas tecnologias para época, novas formas de organizar a sociedade, nova mentalidade das pessoas.
Desta forma acredito que este momento histórico do qual fazemos parte, também passará ainda por momentos difíceis de diversas maneiras, mas que ao fim teremos um aprendizado.
Espero poder contar esta história para outras pessoas no futuro e dizer a elas como enfrentamos tudo e tivemos sucesso.
Este foi um desabafo, mas também um alerta para que as pessoas reflitam que ações geram reações, portanto cuidem de quem vocês amam.
Por Ana Paula Lacalendola
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Poema: Pour mon Passion
O cinza sombrio deste dia chuvoso
Perpetua-se hoje em meu âmago.
Enquanto lhe tinha como honroso dirigente,
Das minha idas e vindas, outrora latentes,
Por caminhos breves, porém tortuosos desta cidade tão doente.
Até mesmo quando caíamos juntos
Nos profundos buracos do descaso e da solidão,
Deixávamos soar um grilar pneumático
Somado ao desabafo choroso e doído
De um sistema precário e falido.
Mas sempre e sempre unidos, ainda que aos prantos e ruídos...
Hoje porém, nesta singular quarta-feira de cinzas,
Tive que deixá-lo, ali, solitário, no limbo mecânico da dor.
Cabisbaixa e em lentos passos retornei à nossa morada.
Senti-me como que um pássaro quando corta-se as asas impedindo-o de voar.
Então vaguei até a varanda deixando gotejar em minha face triste...
Observando o seu lugar vazio, alagado pela água da chuva,
Misturando-se por vezes, às minhas lágrimas, preocupadas por ti, mon Passion.
(Poema escrito por mim Ana Paula Lacalendola em 26/01/2020)
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Anna L'calendola: Projeto de Literatura lúdica para ensino médio ela...
Anna L'calendola: Projeto de Literatura lúdica para ensino médio ela...: Numa tentativa de abordar a Literatura de forma lúdica, ou seja, sair do conceito e partir para prática, de maneira a tornar...
Projeto de Literatura lúdica para ensino médio elaborado e assinado por mim
Numa tentativa de abordar a Literatura de forma lúdica, ou seja, sair do conceito e partir para prática, de maneira a tornar a matéria mais interessante aos alunos, elaborei este projeto em 2017, aperfeiçoando recentemente, agora em 2019.
Trata-se de algo bem simples, e muito conhecido para maioria das pessoas que é o jogo da memória, mas neste caso, corroborando as fases literárias e suas respectivas características.
É bem simples, os alunos vão embaralhando e escolhendo as cartas e memorizando-as, conforme os caracteres de cada uma delas.
Este processo torna uma aula conceitual em prática literária e artística, ampliando os saberes e fazendo com que haja mais interesse nos conteúdos abordados.
Gratidão!
Ana Paula Lacalendolaterça-feira, 29 de maio de 2018
Crucificados pelo sistema
Incrível como somos escravos de um sistema assassino, deprimente e nocivo...
Assim que nos entendemos por adultos e passamos a trabalhar no intuito de saciar nossas vontades ou mesmo por necessidade, percebemos que os gastos vão tornando-se cada vez maiores, bem como nossos anseios.
Ocorre que quando damo-nos conta de que o tempo passa ávido e voraz, já não somos mais tão tenros e a partir daí passamos a sobreviver e não mais viver como esperávamos em outrora.
Então sobrevivemos para pagar nosso consumo que é tão grande ou ainda maior que nossa ambição.
Não percebemos a passagem do tempo a não ser pelas marcas deixadas em nossa matéria putrida embevecida pelo afã da perfumaria francesa e modal, mas que por baixo das vestes em tecido fino estará lá, aguardando que os vermes a devorem.
Parada horas numa ansiedade tamanha para sobreviver e tão somente sobreviver, eis que surgiu a pergunta em seu mais profundo grito silencioso da alma: afinal, o que somos?
E hoje, após horas como refém de uma vã substância insalubre, mas essencial para meu deslocamento em vida etérrea (em terra=neologismo) surgiu a resposta...triste e sombria, contudo real: somos nada.
Não sou pessimista ou mal amada...pelo contrário, sou otimista e muito bem amada, e como nunca houvera visto antes, amo as pessoas de forma sublime, igual e em especial, os meus num amor incondicional.
No decorrer de anos e muito trabalho e estudos, conquistei bens materiais almejados por muitos, dos quais sou grata e dou grande valor.
Mesmo assim, a resposta para minha pergunta foi: sou nada.
Nada além de um ser humano, preso num mundo utópico, imersa em subjetividades.
Sim, tudo é subjetivo e portanto poderar-se-á desfazer-se em cinzas como a cor da nossa cidade poluída e misturar-se ao pó dos nossos cadáveres.
Imersos em fumaça e cheiro de gasolina, nuvens, gazes tóxicos, enfim, tudo nos levando a um único destino: a morte de nós mesmos.
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