quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Poema: Pour mon Passion


O cinza sombrio deste dia chuvoso
Perpetua-se hoje em meu âmago.
Enquanto lhe tinha como honroso dirigente,
Das minha idas e vindas, outrora latentes,
Por caminhos breves, porém tortuosos desta cidade tão doente.
Até mesmo quando caíamos juntos
Nos profundos buracos do descaso e da solidão,
Deixávamos soar um grilar pneumático 
Somado ao desabafo choroso e doído
De um sistema precário e falido.
Mas sempre e sempre unidos, ainda que aos prantos e ruídos...
Hoje porém, nesta singular quarta-feira de cinzas,
Tive que deixá-lo, ali, solitário, no limbo mecânico da dor.
Cabisbaixa e em lentos passos retornei à nossa morada.
Senti-me como que um pássaro quando corta-se as asas impedindo-o de voar.
Então vaguei até a varanda deixando gotejar em minha face triste...
Observando o seu lugar vazio, alagado pela água da chuva,
Misturando-se por vezes, às minhas lágrimas, preocupadas por ti, mon Passion.


(Poema escrito por mim Ana Paula Lacalendola em 26/01/2020)




sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Anna L'calendola: Projeto de Literatura lúdica para ensino médio ela...

Anna L'calendola: Projeto de Literatura lúdica para ensino médio ela...: Numa tentativa de abordar a Literatura de forma lúdica, ou seja, sair do conceito e partir para prática, de maneira a tornar...

Projeto de Literatura lúdica para ensino médio elaborado e assinado por mim





Numa tentativa de abordar a Literatura de forma lúdica, ou seja, sair do conceito e partir para prática, de maneira a tornar a matéria mais interessante aos alunos, elaborei este projeto em 2017, aperfeiçoando recentemente, agora em 2019.
Trata-se de algo bem simples, e muito conhecido para maioria das pessoas que é o jogo da memória, mas neste caso, corroborando as fases literárias e suas respectivas características.
É bem simples, os alunos vão embaralhando e escolhendo as cartas e memorizando-as, conforme os caracteres de cada uma delas.
Este processo torna uma aula conceitual em prática literária e artística, ampliando os saberes e fazendo com que haja mais interesse nos conteúdos abordados.

Gratidão!
Ana Paula Lacalendola


terça-feira, 29 de maio de 2018

Crucificados pelo sistema



Incrível como somos escravos de um sistema assassino, deprimente e nocivo...
Assim que nos entendemos por adultos e passamos a trabalhar no intuito de saciar nossas vontades ou mesmo por necessidade, percebemos que os gastos vão tornando-se cada vez maiores, bem como nossos anseios.
Ocorre que quando damo-nos conta de que o tempo passa ávido e voraz, já não somos mais tão tenros e a partir daí passamos a sobreviver e não mais viver como esperávamos em outrora.
Então sobrevivemos para pagar nosso consumo que é tão grande ou ainda maior que nossa ambição.
Não percebemos a passagem do tempo a não ser pelas marcas deixadas em nossa matéria putrida embevecida pelo afã da perfumaria francesa e modal, mas que por baixo das vestes  em tecido fino estará lá, aguardando que os vermes a devorem.
Parada horas numa ansiedade tamanha para sobreviver e tão somente sobreviver, eis que surgiu a pergunta em seu mais profundo grito silencioso da alma: afinal, o que somos?
E hoje, após horas como refém de uma vã substância insalubre, mas essencial para meu deslocamento em vida etérrea (em terra=neologismo) surgiu a resposta...triste e sombria, contudo real: somos nada.
Não sou pessimista ou mal amada...pelo contrário, sou otimista e muito bem amada, e como nunca houvera visto antes, amo as pessoas de forma sublime, igual e em especial, os meus num amor incondicional.
No decorrer de anos e muito trabalho e estudos, conquistei bens materiais almejados por muitos, dos quais sou grata e dou grande valor.
Mesmo assim, a resposta para minha pergunta foi: sou nada.
Nada além de um ser humano, preso num mundo utópico, imersa em subjetividades.
Sim, tudo é subjetivo e portanto poderar-se-á desfazer-se em cinzas como a cor da nossa cidade poluída e misturar-se ao pó dos nossos cadáveres.
Imersos em fumaça e cheiro de gasolina, nuvens, gazes tóxicos, enfim, tudo nos levando a um único destino: a morte de nós mesmos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Artigo sobre o Hipermito - parte II - Les Chevaliers du Zodiaque


Hipermito...este nome me intrigou e confesso não fazia nem ideia do que se tratava até pesquisar e encontrar a definição perfeita do que se tratava afinal.
Então, trata-se de uma parte rara do livro de informações sobre Os Cavaleiros dos Zodíacos,
 e que ficou conhecido também como Cosmo Especial publicado em 1988.
O Hipermito conta a história das grandes guerras santas, uma espécie de bíblia que conta a história do Cavaleiros do Zodíaco até a era atual (animes e mangás) e que revelam os detalhes que eram deixados na série e que nunca eram respondidas.
No seu conteúdo encontram-se curiosidades sobre a série do mestre Kurumada, adesivos, jogos de tabuleiros e ilustrações. Infelizmente não chegou a ser publicado no Brasil.
um dos principais conteúdos do Hipermito:

Era da Criação - o universo dos defensores de Atena foi gerado pelo Big Bang que por sua vez criou também a Suprema Virtude (nono sentido), expandindo feixes de luz que formaram as estrelas e planetas e deram forma ao cosmo.
Neste mesmo período surgiram solo, céu e oceano, e logo depois a vida, na imagem e semelhança da Suprema Virtude - os humanos.
Antes do Big Bang o gatilho de criação do mundo está ligado ao Cronos (Tempo) - deus do tempo, eterno e imortal - segundo teorias da teogonia órfica(conjunto de crenças e práticas religiosas gregas)

Era dos deuses - ocorre que a humanidade passou a tornar-se numerosa, fazendo com que alguns deles despertassem sentidos superiores aos básicos, sendo que dentre estes humanos, três deles despertaram o nono sentido, tornando-se deuses por consequência: Zeus, Poseidon e Hades.
Esta trindade dividiu o universo, sendo que Zeus ficou com céu e a terra, Poseidon com os oceanos e Hades com o inferno(mundo inferior).
No decorrer dos tempos, outras pessoas conseguiram atingir também este nono sentido, dando origem a outros mitos e religiões, explicando a mistura religiosa da série, que apresenta não só deuses gregos, como também não gregos, a exemplos de Anúbis, Odin e Aria.
Após o nascimento de Atena, Zeus lhe confiou a guarda da terra e ele se retirou para os céus, criando aquilo que talvez, seja o maior mistério do Hipermito: Por que Zeus se afastou? Ele irá voltar? Quando será? Para onde foi afinal?
Enfim, são muitas perguntas que giram em torno de tal desaparecimento.
Fato é que, depois do desaparecimento de Zeus, outros deuses também desapareceram, contudo fazendo surgir oportunidade para que outros tomassem o poder da terra e assim dominar os seres humanos, tornado-se uma espécie de estopim para as Guerras Santas.
 As Guerras Santas - iniciaram após Poseidon reunir sete guerreiros (Generais Marinas) para tomar a terra de Atena. Os generais de Poseidon eram protegidos por armadura de escamas feitas de um metal raro, chamado de oricaltco.
Para conflitar com Poseidon, Atena contatou alquimistas do continente de Lemúria, sendo que 88 armaduras feitas do mesmo metal só que misturadas ao gamânio, metal estrelar, forma divididos em três categorias: ouro prata e bronze.
Além destas existia também mais quatro armaduras especiais, sendo que uma delas chamava-se "Cabeleira de Berenice"
As lutas violentas entre os cavaleiros e os marinas aconteceram em Atlântida, o que provocou maremotos que vieram a inundar todo planeta, sendo que apenas Noé e todos que estavam em sua arca se safaram. Ao término deste terrível combate, Atena saiu vitoriosa e Atlântida foi destruída e afundou no mar.

A alma dos marinas e de Poseidon foram seladas e enviadas à Graad Azul na Sibéria, onde alguns cavaleiros ficaram incumbidos de vigiar o selo. Tempos depois, renunciaram o nome de Cavaleiros de Atena e se auto-denominaram Guerreiros Azuis (Blue Warriors)  - na saga são conhecidos como guerreiros do gelo, lançado só em mangá e no anime como saga de Asgard.
Depois de sete gerações, logo após a primeira Guerra Santa Atena ergueu na Grécia seu santuário, junto com mais doze casas, sendo uma para cada cavaleiro de ouro.

Era do Caos - época em que ocorreram as batalhas mais sangrentas; Atena enfrentou uma raça de gigantes desconhecida, denominados Gigas e durante o conflito, continente de Lemúria afundou no oceano, levando juntos muitas armaduras de Atena, sendo que o povo de Lemúria eram os mais habilidosos ou melhor, os únicos que sabiam as técnicas de restauração das armaduras (Shion, Mu, Kiki, Yuzuriha, Hakurei e Sage).

Neste mesmo período o deus da guerra Ares, aparece com seus guerreiros Bersekers, e com apoio de Hades, Ares tenta derrotar Atena, no entanto o cavaleiro de Libra, recebe autorização da deusa para usar suas armas e dar fim à batalha. Por fim, Ares é derrotado, então foge e esconde-se no mundo dos mortos e mantém-se sobre a proteção de Hades.

Era dos humanos - em dado momento, um cavaleiro descobriu uma ilha repleta de restos de armaduras - último fragmento de Lemúria, conhecida depois como Ilha da Rainha da Morte.
Aqueles que não conseguiam tornar-se cavaleiros iam para esta ilha, usar os restos de armaduras ou imitações delas, conhecidas como Armaduras Negras.
Estas Armaduras Negras não eram aprovadas por Atena, principalmente porque seus donos tinham interesses egoístas.
Mas eles também, iam tentar vestir a armadura de Fênix, sendo que Ikki, foi o primeiro a utilizá-la.
Esta ilha foi selada com a utilização de uma máscara colocada num cavaleiro extremamente forte, sendo assim, os Cavaleiros Negros só poderiam sair da ilha se destruíssem a máscara.
Neste mesmo período ocorreu a Guerra Santa do século XVIII, história esta contada em Next Dimension e Lost Canvas.
Ainda tem muitas curiosidades a respeito desta saga, como disse anteriormente, tentarei abordar os pontos mais interessantes e decifrar mistérios junto aos leitores e curiosos.
(Por Ana Paula L - 11/07/2017)


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Primeiro Artigo sobre Les Chevaliers du Zodiaque ou Cavaleiros do Zodíaco


Começo dizendo que nunca fui seguidora e tampouco fã de animes, mangás ou desenhos animados, porém após assistir numa madrugada dessas achei a história deveras intrigante, o que fez surgir em mim interesse em pesquisar os porquês dos fatos.
Confesso também ter um interesse peculiar na série, mas que neste caso, não cabe citar, apenas dizer queé de grande valia e do qual estou intimamente ligada.
Sem mais delongas começo a minha saga sobre a saga rs...
Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Sayia) é uma séria japonesa (anime e mangá) que fez sucesso em meados dos anos 90, além de ter sido responsável pela divulgação dos animes no Brasil, até então, pouco conhecidos.
Passou a ser divulgada no ocidente como Cavaleiros no Zodíaco, quando exibida na França como Les Chevaliers du Zodiaque.
Pois é, não seria mais uma mera coincidência a série ter sido nomeada pelos franceses e por consequência divulgada pelos mesmos, até o ponto de se tornar conhecida.
Uma curiosidade é que em 1992 a séria fora cancelada por ter sido considerada violenta demais, com apenas 36 episódios.
Felizmente, voltou a ser exibida, sendo que no Brasil pelo extinto canal  Rede Manchete  em 1 de setembro de 1994, e foi até 12 de setembro de 1997.
No transcorrer dos anos, a série foi passando em outros canais da TV aberta e fechada, tais como: Cartoon Network 2003, Band em 2004 depois 2010 - sendo renomeada como Saga do Santuário de Hades, depois como Saga do Inferno de Hades. E tiveram ainda outras modificações de nomes e música, enfim, talvez seja por conta desta mistura japonesa e a paixão dos fãs brasileiros pela série.

                                                                       Enredo:
O resumo da históira: trata de guerreiros que são guiados por constelações e também protetores da deusa da sabedoria, da paz e da guerra.
Bom, agora contarei a história do início...
Seis anos antes dos acontecimentos descritos na série, cem órfãos do Japão foram enviados para diversas partes do mundo com a finalidade de se tornarem guerreiros lendários, conhecidos como cavaleiros ou soldados comandados pela deusa grega Atena.
Estes guerreiros eram protegidos por uma constelação celestial.
Seus poderes originavam-se do entendimento da natureza, uma espécie de essência espiritual que teria originado-se com o Big Bang (grande explosão que deu início ao universo).
Importante ressaltar, que cosmo quer dizer que cada átomo do corpo humano é  similar a um pequeno sistema solar, e como o corpo possui bilhões de átomos, diz-se que num todo forma-se um pequeno cosmo, ou pequeno universo. 
Sendo assim, cada pessoa tem o seu próprio cosmo, ou seja, um universo único dentro de si.E no caso dos Cavaleiros do Zodíaco, este cosmo (universo único) seria  utilizado de modo a realizar atos além do que os seres humanos comuns conseguiriam.
O foco central gira em torno de um dos órfãos, chamado Seiya que é enviado para o santuário na Grécia com o objetivo de torná-lo o cavaleiro de Pégaso.
Ele cumpre a missão após seis anos em treinamento, em seguida volta ao Japão para ver sua irmã mais velha. No entanto, sua irmã havia desaparecido, no mesmo dia que Seiya viajara para o santuário. Saori Kido, neta do homem que enviara os órfãos para treinar, fez um trato com ele, e o convence a participar da guerra galática (torneio que reúne os órfãos a transformarem-se em cavaleiros, para que os mesmos se enfrentem na busca pelo prêmio - uma armadura de ouro de sagitário).
Se Seiya participasse e ganhasse, Saori iniciaria uma busca pela sua irmã desaparecida.
Então Seiya torna-se amigo e aliado de outros cavaleiros de bronze: Shun de Andrômeda, Shiryu de Dragão, Ikki de Fênix e Hyoga de Cisne.
Juntos, tentam proteger a deusa Atena de qualquer perigo, bem como faziam seus antecessores.
Na sequência irei escrever mais sobre alguns pontos da série, e que são muito, muito interessantes mesmo.
O que achei muito bom é que não se trata somente de mais um anime japonês, destes que fazem sucesso entre adolescentes, pelo contrário; o enredo eleva-se a trajetos superiores, adentrando caminhos e aprendizados que vão além de fãs insandecidos e fazendo pessoas de várias idades e culturas diferentes navegarem pela história da mitologia, astrologia, astronomia, ocultista, enfim, um oceano de mistérios e curiosidades.
Falarei aos poucos, em artigos diferentes, abordando pontos de vistas variados e abrindo discussões a respeito.

(Por Ana Paula L - 10-07-2017)


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Artigo sobre Lilith entre o bem e o mal




Lilith surgiu na intenção de se compreender os mitos da criação de Gênesis na bíblia.
Mas há uma incógnita nesta história toda, já que em Gênesis I o homem e a mulher foram criados em conjunto, e em Gênesis III, a mulher foi criada a partir da costela de Adão.
Ao que me parece, no segundo caso há um certo machismo, presente desde os primórdios e que prevaleceu durante anos   a frente.
Por favor, longe de mim ser adepta ao feminismo ou machismo, ou qualquer outro "ismo" destes por aí à fora...
Mas fato é que sempre houve esta questão de superioridade do homem em razão à mulher.
Entretanto existe ainda uma outra situação existente na criação, já que Deus enquanto vai narrando o que está fazendo, o faz em terceira pessoa, ou seja, como se estivesse fazendo com outra pessoa. Não seria este o caso, de uma mulher junto a Deus, e daí a criação igual e conjunta do ser humano à imagem e semelhança de Deus como sendo homem e mulher em conjunto?
Prefiro ficar com Gênesis I, na qual prevalece a ideia de igualdade. Parece-me mais justa e certa.
Algumas lenda dizem que Lilith fora a primeira mulher de Adão, e era terrível, no sentido de ser geniosa e não submeter-se quando do ato sexual a ficar por baixo de Adão. Na verdade Lilith queria liberdade para sentir prazer sem ser colocada às ordens do homem.Mas isso naquela época era algo inadmissível, então Lilith se foi e Deus deu uma segunda mulher para Adão, mais dócil, menos geniosa, ou seja, submissa.
Na bíblia só há uma referência à Lilith mesmo, e é como coruja, no antigo testamento, no meio de uma profecia de Izaías 34;14 : no dia da vingança de Yhavé quando a terra se envolverá num deserto,” e um sátiro chamará o outro; também ali repousará Lilith e nele encontrará descanso.”
Observação importante: Inanna e Isthar eram chamadas de “Divina Senhora Coruja” (Nin-nnina Kilili) – explicando portanto, de onde veio Lilith e porque era representada como coruja.
Certeza mesmo, ninguém consegue ter, já que a bíblia nos leva para diversas interpretações.
No entanto, o que temos dentro de nós pode responder e decifrar mistérios que parecem não ter resposta.
É fato que a resposta está mesmo dentro de nós, estudos bíblicos entre outros vão abrindo caminhos para caminharmos e adquirir conhecimento de outros povos, tempos,  mas acima de tudo o amor puro e verdadeiro é o que temos de mais real.
Eu sinto-me Lilith, deusa da noite, do amor, da sensualidade, da sabedoria e certa de que somos todos seres humanos tendo em nós certa proximidade com lado sombra, ao que preferem chamar de Lúcifer ou mal, e também o lado luz, Deus ou bem. E não se assombrem com esta afirmação: todos somos deus e diabo ao mesmo tempo, dependendo da situação em que a vida nos coloca, apresentamos uma face ou outra.
(Por Ana Paula L – 06|07|2017)