terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Gêneros Literários

Temos dez tipos de gêneros literários:


Romance: possui um núcleo principal, texto longo;

Novela:é uma narrativa menos longa que o romance e se utiliza de menos enredos paralelos;

Conto: é uma narrativa curta, o tempo em que se passa é reduzido e contém poucoas personagens que existem em função de um núcleo;

Crônica: a diferença básica entre conto e crônica é que a crônica narra fatos do dia a dia;

Fábula: texto que tem como personagens animais contendo um valor moral como mensagem;

Parábola: texto que com personagens humanas que tem como mensagem valor moral também;

Apólogo: personagens animadas ou inanimadas, reais ou fantásticas, humanas ou não, da mesma forma que a fábula e a parábola passa uma mensagem de sabedoria;

Anedota: tipo de texto com objetivo de motivar o riso;

Lenda: história fictícia a respeito de personagens ou lugares reais; a lenda é sustentada por meio da oralidade, tornando-se conhecida, e só depois é escrita;

Editorial: são textos de publicação periódica em que o conteúdo expressa a opinião da empresa ou equipe de redação.

Principais recursos estilísticos


Como eu já havia dito, a estilística vem complementar a gramática.
A linguagem pode ser classificada em razão seu contexto social cultural.
Desta forma temos diferentes níveis de linguagem: linguagem formal, culta ou padrão e linguagem coloquial, oral ou informal.
Com relação aos elementos da comunicação, temos:
Emissor - emite a mensagem;
Receptor - recebe a mensagem;
Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;
Código - conjunto de signos usados na transmissão e recepção da mensagem;
Referente - contexto relacionado a emissor e receptor;
Canal - meio pelo qual circula a mensagem.
Agora falarei sobre as funções da linguagem seguindo o modelo proposto por Roman Jakobson:

Função emotiva (ou expressiva) - revela sua emoção, centralizada no emissor (está em 1ª pessoa do singular) interjeições e exclamações. Ex: biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.

Função referencial (ou denotativa) - centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade (3ª pessoa do singular). Ex: notícias de jornais e artigos científicos.

Função apelativa (ou conativa) - centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor, sendo portanto, comum o uso do tu e você, ou o nome da pessoa. Ex: discursos, sermões e propagandas,

Função fática - centralizada no canal, tem como objetivo de prolongar ou não o contato com o receptor. Ex: linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.

Função poética - centralizada na mensagem; metafórica. Ex: linguagem figurada em obras literárias, letras de música, algumas propagandas, etc.

Função metalinguística - centralizada no código, usa linguagem para falar dela mesma. Ex: os dicionários.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Projeto Memórias da Literatura Brasileira - criado por Ana Paula Lacalendola

Projeto Memórias da Literatura Brasileira 


Professora responsável: Ana Paula Lacalendola
Tema: as 10 fases literárias e suas principais características
Avaliação: será um exercício diário, sendo que serão avaliados os seguintes itens: participação e memorização das fases literárias.
Duração: durante todo o ano
Objetivo: O aprendizado é um processo constante e a  troca de informações, se faz importante neste caminho. Sabendo disso, e para tornar o ensino da Literatura menos conceitual e mais agradável, criei o projeto “Memórias da Literatura”; trata-se de algo lúdico e que faz os alunos participarem ativamente de um jogo da memória, o objetivo é fazê-los memorizar as fases literárias de acordo com as suas principais características, também visualizando as imagens dos determinados períodos.
Objetivos específicos:
Ø  Desenvolver a capacidade de memorização dos alunos através do conhecimento das dez fases literárias;
Ø  Incentivar os estudos contínuos da matéria de forma lúdica;
Ø  Compreensão e uso dos elementos literários, bem como; imagens e características;
Ø  Exercitar a capacidade de participação ativa em sala de aula, além de incentivar a boa interação entre professor e aluno.
Material: usei pedaços de papelão encapados, nos quais dez cartões tem-se as fases literárias e ou outros dez, as principais características de cada fase, somando ao todo 20 cartões.
Metodologia:
Trabalhar ao menos uma vez por semana, utilizando de 15 a 20 minutos da aula, solicitando que os alunos sentem em roda; as 20 cartas estarão viradas, cada aluno escolhido irá tirar uma carta e daí de acordo com o que tirar, memorizará e terá o direito de tirar outra, se souber sem precisar da próxima carta ganha um ponto, senão souber perde e passa a vez para o próximo que ele mesmo irá indicar para retirar a próxima carta. Este jogo terá durabilidade de até 20 minutos por aula, incentivando a interação dos alunos na prática da memorização das fases literárias e seus principais contextos e características, bem como a discussão dos pontos a serem abordados nas aulas posteriores de Literatura.

Finalidade: ajudar os estudos de Literatura a ser mais agradável de forma lúdica, incentivando os alunos a estudarem de forma constante e animada.
Por: Ana Paula L.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Linguística - Artigo sobre Estilística


Nos estudos das línguas, em especial da língua portuguesa, o próprio nome se auto explica; um exemplo é a estilística, automaticamente a palavra lembra a ideia de estilo - estilística, conceitualmente quer dizer o estudo dos processos de manipulação da linguagem, pelas quais as pessoas escrevem e falam podendo exprimir mensagens emotivas e intuitivas através das palavras.
Em suma, estilística diz respeito ao estilo, a forma como as palavras são escritas ou faladas.
Podemos fazer a seguinte analogia para clarear o conceito: sempre que falamos sobre uma pessoa que gosta de um determinado estilo de música, como por exemplo, heavy metal, denominamos que são metaleiros, isso porque o estilo (tipo) de música heavy metal (rock pesado) tem um tipo de expressão dos ouvintes que se vestem de maneira mais agressiva frente aos olhos da sociedade formatada em que vivemos, além de agrupar-se com outros indivíduos que tem afinidade musical ou seja, que são do mesmo estilo (tipo) de vida.
Talvez agora, tenha ficado mais claro o conceito. Mas é óbvio que existem outros exemplos, o importante mesmo é saber o que define estilo.
Sabemos que Estilística faz parte de uma área chamada Linguística, que por sua vez, estuda a variação do estudo das línguas.
Outra informação que não pode ser mencionada é que a estilística vem complementar a gramática.
Os estudiosos da área da estilística, procuram identificar a capacidade de sugerir e emocionar por meio de fórmulas e efeitos do estilo da palavra.
É importante enfatizar que para cada grupo e objetivo de situação a palavra pode ser regida de modo particular num contexto específico ou seja, todos os diferentes estilos de linguagem, dentro de uma análise de linguística estão associados à língua e a uma situação, o registro está relacionado ao momento ocorrido e ao participante de determinado nível de linguagem.
O termo "stilus" do latim significa objeto afiado com objetivo de escrever em tábuas, sua origem refere-se ao instrumento para escrever, daí o nome "estilete".
As primeiras abordagens sobre assunto ocorreram no início do século XX, sendo o mais famoso estudioso e conhecido Ferdinand de Saussure, que abordou a estilística como parte da Linguística com ênfase em recursos afetivo-expressivos.
Outro estudioso do ramo de nome Roman Jakobson diz que, quanto as funções da linguagem do texto, a estilística é chamada de funcional; quando se baseia nas relações entre os elementos  do texto, a estilística é estrutural.
O mais importante como tarefa da estilística é a de definir seu objeto, sua natureza, seus fins e seus métodos, começando pela própria noção de estilo.
Estilo é portanto, o aspecto do enunciado que resulta da escolha dos meios de expressão determinada pela natureza e intenções do indivíduo que fala ou escreve.
A linguagem pode ser classificada em razão do seu contexto social e cultural, sim pois você não escreveria da mesma forma a uma criança, como escreve a um adulto, não é mesmo?
Quanto aos diferentes níveis de linguagem temos: linguagem formal, culta ou padrão - utilizadas nas classes intelectuais da sociedade, mais na forma escrita do que falada, possui vocabulário rico e segue criteriosamente as regras gramaticais.
Também temos linguagem coloquial, oral ou informal, utilizada pelas pessoas que falam e escrevem com mais espontaneidade, neste caso mais usado no cotidiano, percebemos até mesmo construções próprias da linguagem oral.
Os elementos da comunicação são: emissor, receptor, mensagem, código, referente e canal.
Com relação ao sentido denotativo, diz respeito ao uso do termo na sua real expressão, ou seja, ele próprio.
Já o sentido conotativo, temos o uso do sentido figurado, ou seja, usamos palavras para transferir o sentido dela.
Ainda temos as funções da linguagem, mas este é um assunto mais extenso e detalhado, que continuarei a escrever numa outra oportunidade.

(Por Ana Paula L - 09/01/2017)




domingo, 8 de janeiro de 2017

Fragmentos de mais uma noite...


Já se passava das cinco da manhã.
Respirei fundo, virando a chave pesarosamente.
Quem sabe algo me alegrasse...
Então tirei os sapatos,
Caminhei descalça até a varanda gelando meus pés
Deixei a chuva tênue cair sobre meu rosto pálido
Joguei-me cansada na cadeira de vime vazia
E a preenchi com meu vazio
Tornando-a cheia de nada.
Esperei o dia nascer insone que estava, que estou.
Então algo me alegrou: o tomate vermelho no vaso.

(Por Ana Paula L,)

Artigo sobre a importância da coerência e coesão


A preocupação no ensino da língua portuguesa é fazer com que os alunos decorem uma interminável lista de conjunções coordenativas e subordinativas. 
No entanto, seria muito mais produtivo fazer com que eles entendam o sentido das conjunções, sua função argumentativa, as relações que estabelecem entre as ideias como forma de evitar os períodos incoerentes do ponto de vista sintático e semântico.
Um outro assunto, diz respeito à pontuação, sendo comuns as reclamações sobre não saber pontuar, usar vírgulas, etc.
Seria mais proveitoso aliar o ensino da pontuação para estabelecer sentido no texto.
Assim como podemos usar conectores e outros elementos de coesão para articular vocábulos ou orações, e indicar as relações existentes entre eles, os sinais de pontuação também contribuem para uma espécie de "costura" no texto.
Nas atividades de produção de texto percebe-se que os problemas mais graves advém nas falhas de estruturação da frase, da incoerência das ideias, da ausência da unidade e encadeamento lógico dos argumentos. Daí a necessidade de saber lidar com a coerência e coesão, mostrando como cada uma delas contribui para a elaboração de um bom texto.
O cuidado maior dos professores é em relação aos erros gramaticais. Mas isto não é o que qualifica de fato um texto.
O autor Othon M. Garcia (1973) diz: "...uma composição pode estar absolutamente correta do ponto de vista gramatical e revelar-se absolutamente inaproveitável." e continua, "...quando o estudante aprende a concatenar as ideias e estabelecer suas relações de dependência, expondo seu pensamento de modo claro, coerente e objetivo, a forma gramatical vem com um mínimo de erros que não chegam a invalidar a redação. E esse mínimo de erros se consegue evitar com um mínimo de regrinhas gramaticais."
Nos estudos sobre coerência e coesão há uma posição comum em relação aos dois mecanismos na produção e compreensão de textos.
Importante: coesão não garante coerência, embora concorra para que a mesma se estabeleça.
O professor quer que seus alunos produzam textos coerentes e coesos, para tal, em primeiro lugar deve mostrar a presença desses mecanismos em textos literários, não literários, jornalísticos, publicitários, de forma a familiarizar seu público com as novas aquisições de se estabelecer relações textuais.
Trata-se pois de um processo de sequencialização que asseguram uma ligação entre elementos linguísticos formadores do texto, os chamados recursos de coesão textual ou instrumentos de coesão.
Só então, os alunos passarão a desenvolver suas próprias produções.
Lembrando que, não basta dizer que o texto do aluno está incoerente, sendo preciso mostrar a ele, onde estão os problemas, e sobretudo, como podem ser resolvidos.
(por Ana Paula L.)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Paralelo entre nossa mente e um formigueiro


Ao ler sobre como funciona um formigueiro e mediante o fluxo de ideias do meu cérebro, percebi que há uma similaridade grandiosa entre eles.
Desde quando acordamos até o momento em que dormimos, nossas ideias trabalham sem parar, não havendo um dia sequer que consigamos estagnar,  tendo por consequência, um trabalho contínuo em busca de algo que nunca chega...
Mas este "algo" que nunca chega está atrelado a paz interior. 
Paz que, num todo humanístico, pessoal, profissional, enfim, tudo que remete a esta mesma palavra " nos causa um vazio eterno.
Uma vida que é regida por fatos, para cada ser de um jeito diferente, mas que são tão pesados e que nos trazem indagações o tempo todo. 
Obviamente que o trabalho em esclarecer os porquês para tantos dissabores é uma constante e torna cada vez mais difícil o caminho em direção a tão clamada "paz de espírito".
Uma das perguntas que sempre faço ao meu eu e nunca tenho uma resposta é: por quê sempre fiz coisas boas para as pessoas e sempre tive como resposta coisas ruins para mim? 
 Mas será que foram atos reconhecidos como bons por tais pessoas? 
Houve reconhecimento por parte delas? 
Bom ainda que a ingratidão alheia seja cegada por egoísmos próprios, o universo, ora emanado por energias não terá visto também?
Talvez seja a mesma questão feita para maioria das pessoas. 
Penso sempre na questão bíblica: "Ame ao próximo como a ti mesmo".
Se não foi isso que fizemos em nossa vida toda? 
Mas creio que houve sim, uma certa confusão de nossa parte, pois as vezes que amávamos ao próximo, esquecia-mo-nos de nos amar.
Então como ficava a parte do "como amar a ti mesmo"? Percebem? 
Deixamos de lado esta parte bíblica, e fomos punidos drasticamente, todas as vezes pela nossa má interpretação de tal preceito. E a culpa fora única e exclusivamente nossa, haja vista que somos responsáveis pelos nossos atos.
Porém não deveria o próximo ter percebido tal ato? E o universo? E a bendita e tão falada "lei do retorno"?
Então, são nestes momentos que deixamos nossa fé vacilar, questionamos, choramos, desesperamo-nos, pois são muitas as facadas da vida, sem nenhum alento, sem sossego.
Durante determinada fase, pensamos que quando erramos por tomar caminhos, podemos retomá-lo em direção ao caminho certo, mas temos tempo para fazer tal caminhada.
Entretanto, quando chegamos numa fase já madura, e após tanto andar, correr, já não aguentamos mais tantos buracos, tropeços,,,não temos mais tanto tempo assim, fazemos o quê?
Continuamos tentando...então o paralelo entre a mente e o formigueiro; ou seja, um trabalho contínuo, pesado e que nunca para, uma vez que sempre teremos este buraco em nossas almas, ou o que estudiosos chamam de vazio interior.

(Por Ana Paula L, 07/01/2017)