domingo, 8 de janeiro de 2017

Artigo sobre a importância da coerência e coesão


A preocupação no ensino da língua portuguesa é fazer com que os alunos decorem uma interminável lista de conjunções coordenativas e subordinativas. 
No entanto, seria muito mais produtivo fazer com que eles entendam o sentido das conjunções, sua função argumentativa, as relações que estabelecem entre as ideias como forma de evitar os períodos incoerentes do ponto de vista sintático e semântico.
Um outro assunto, diz respeito à pontuação, sendo comuns as reclamações sobre não saber pontuar, usar vírgulas, etc.
Seria mais proveitoso aliar o ensino da pontuação para estabelecer sentido no texto.
Assim como podemos usar conectores e outros elementos de coesão para articular vocábulos ou orações, e indicar as relações existentes entre eles, os sinais de pontuação também contribuem para uma espécie de "costura" no texto.
Nas atividades de produção de texto percebe-se que os problemas mais graves advém nas falhas de estruturação da frase, da incoerência das ideias, da ausência da unidade e encadeamento lógico dos argumentos. Daí a necessidade de saber lidar com a coerência e coesão, mostrando como cada uma delas contribui para a elaboração de um bom texto.
O cuidado maior dos professores é em relação aos erros gramaticais. Mas isto não é o que qualifica de fato um texto.
O autor Othon M. Garcia (1973) diz: "...uma composição pode estar absolutamente correta do ponto de vista gramatical e revelar-se absolutamente inaproveitável." e continua, "...quando o estudante aprende a concatenar as ideias e estabelecer suas relações de dependência, expondo seu pensamento de modo claro, coerente e objetivo, a forma gramatical vem com um mínimo de erros que não chegam a invalidar a redação. E esse mínimo de erros se consegue evitar com um mínimo de regrinhas gramaticais."
Nos estudos sobre coerência e coesão há uma posição comum em relação aos dois mecanismos na produção e compreensão de textos.
Importante: coesão não garante coerência, embora concorra para que a mesma se estabeleça.
O professor quer que seus alunos produzam textos coerentes e coesos, para tal, em primeiro lugar deve mostrar a presença desses mecanismos em textos literários, não literários, jornalísticos, publicitários, de forma a familiarizar seu público com as novas aquisições de se estabelecer relações textuais.
Trata-se pois de um processo de sequencialização que asseguram uma ligação entre elementos linguísticos formadores do texto, os chamados recursos de coesão textual ou instrumentos de coesão.
Só então, os alunos passarão a desenvolver suas próprias produções.
Lembrando que, não basta dizer que o texto do aluno está incoerente, sendo preciso mostrar a ele, onde estão os problemas, e sobretudo, como podem ser resolvidos.
(por Ana Paula L.)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Paralelo entre nossa mente e um formigueiro


Ao ler sobre como funciona um formigueiro e mediante o fluxo de ideias do meu cérebro, percebi que há uma similaridade grandiosa entre eles.
Desde quando acordamos até o momento em que dormimos, nossas ideias trabalham sem parar, não havendo um dia sequer que consigamos estagnar,  tendo por consequência, um trabalho contínuo em busca de algo que nunca chega...
Mas este "algo" que nunca chega está atrelado a paz interior. 
Paz que, num todo humanístico, pessoal, profissional, enfim, tudo que remete a esta mesma palavra " nos causa um vazio eterno.
Uma vida que é regida por fatos, para cada ser de um jeito diferente, mas que são tão pesados e que nos trazem indagações o tempo todo. 
Obviamente que o trabalho em esclarecer os porquês para tantos dissabores é uma constante e torna cada vez mais difícil o caminho em direção a tão clamada "paz de espírito".
Uma das perguntas que sempre faço ao meu eu e nunca tenho uma resposta é: por quê sempre fiz coisas boas para as pessoas e sempre tive como resposta coisas ruins para mim? 
 Mas será que foram atos reconhecidos como bons por tais pessoas? 
Houve reconhecimento por parte delas? 
Bom ainda que a ingratidão alheia seja cegada por egoísmos próprios, o universo, ora emanado por energias não terá visto também?
Talvez seja a mesma questão feita para maioria das pessoas. 
Penso sempre na questão bíblica: "Ame ao próximo como a ti mesmo".
Se não foi isso que fizemos em nossa vida toda? 
Mas creio que houve sim, uma certa confusão de nossa parte, pois as vezes que amávamos ao próximo, esquecia-mo-nos de nos amar.
Então como ficava a parte do "como amar a ti mesmo"? Percebem? 
Deixamos de lado esta parte bíblica, e fomos punidos drasticamente, todas as vezes pela nossa má interpretação de tal preceito. E a culpa fora única e exclusivamente nossa, haja vista que somos responsáveis pelos nossos atos.
Porém não deveria o próximo ter percebido tal ato? E o universo? E a bendita e tão falada "lei do retorno"?
Então, são nestes momentos que deixamos nossa fé vacilar, questionamos, choramos, desesperamo-nos, pois são muitas as facadas da vida, sem nenhum alento, sem sossego.
Durante determinada fase, pensamos que quando erramos por tomar caminhos, podemos retomá-lo em direção ao caminho certo, mas temos tempo para fazer tal caminhada.
Entretanto, quando chegamos numa fase já madura, e após tanto andar, correr, já não aguentamos mais tantos buracos, tropeços,,,não temos mais tanto tempo assim, fazemos o quê?
Continuamos tentando...então o paralelo entre a mente e o formigueiro; ou seja, um trabalho contínuo, pesado e que nunca para, uma vez que sempre teremos este buraco em nossas almas, ou o que estudiosos chamam de vazio interior.

(Por Ana Paula L, 07/01/2017)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Analogia de um rio - Poesia de Ana Paula L.

Sou como um rio poluído,
Sem cor, correnteza ou vida.
Sabe, nasci assim; puro, claro,
Mas logo veio o homem, 
Iludindo-me matreiro, egoísta.
Tão logo corri para ele, 
Me perdi, escoei e sequei.
Tentei desesperadamente
Buscar por um último respiro.
E lá nas profundezas 
Das minhas entranhas talvez, 
Um vestígio, uma fonte de prazer.
Mas quando pensei estar conseguindo, 
Veio a sua imagem utópica, cálida e fria
Escoei, chorei,sofri.
Hoje depois de tanta sujeira
Jogada e mantida por ti
Tenho águas escuras, sem vida,
Simplesmente, morri.

(Por Ana Paula L. 04-01-2017)

Escritos nas estrelas de um luto da alma no ano novo 2017


Por vezes tentei preencher vazios físicos deixados, mas sempre que tentei fazê-los, a dor é ainda maior do que a vontade de deixar tudo pra trás e continuar.
Não sobrou nada material, exceto uma garrafa de wiskie, uma caixa de música e um caminhãozinho de brinquedo cor de rosa.
Ainda uso corrente e , anel de uma pessoa que bem pouco conheci, mas tenho grande apreço no plano espiritual por ter colocado no mundo o grande amor de minha vida, e nunca os tirei, desde agosto de 2016.
A percepção de um luto eterno,  e que o tempo só deixa ainda maior, desespera-me perante a efemeridade temporal.
O preferir estar só a dividir uma vida de amor, cumplicidade, entristece-me ainda mais, pois as palavras junto aos meus sentimentos eram outras; "envelhecermos juntos...mas isso também foi ilusão.
Enquanto isso tudo parece ter voltado ao normal para todos, exceto para mim. Afinal, eu o que fui?  
O termo "inutilia truncat", ionicamente utilizado pelos árcades na Idade Média, aplicou-se a mim, endereçado por alguém  que amei, amo, no inteiro teor da palavra.
A confusão surreal do amor por parte deste ser, resultou para mim consequências terríveis atreladas à ingratidão, descrença e frieza. Sim, pois foi isso que me tornei.
Como pode alguém racional, pensar em sua confusão mental, que o amor tem um só segmento? Uma só face?
Na vida, assim como tudo existem tópicos e subtópicos, e todo resto é utópico.
Explico: o amor é dividido em alguns subtópicos, e podem perfeitamente ser administrados. Claro que se de fato, existir o amor verdadeiro, eis a questão.
Percebi que sim este amor verdadeiro existe, e não é utópico, e não é somente amor de mãe para filho ou de pai para filho. Pode sim haver amor verdadeiro entre homem e mulher, seria aquele que não esquece jamais, que cede, que encontra soluções para os conflitos, que essencialmente ve com os olhos do coração e principalmente aquele, que mesmo tendo sido deletado da vida de outrem, ainda consegue felicitar-se em ver seu grande amor bem, mesmo estando longe de você.
Passou-se datas importantes comemorativas, dias de frio, calor, noites, madrugadas, e nenhuma mensagem, ligação, sinal de fumaça, nada de nada...e todos impreterivelmente saudosos do cheiro, manias, chatices, mas onde poderia estar ele?
Ainda mais irônico é pensar que na mesma data do ano passado, eu estava ao lado do meu grande amor, mas ele não estava ao meu lado, mesmo assim, eu estava feliz e com esperanças que ele percebesse o erro que estava cometendo, mesmo me ferindo, mas hoje estou sem ele, ainda mais triste, mas tranquila porque ele está feliz ao lado de quem queria de fato estar, e sem aquela vontade de ligar ou mandar mensagem pela distância...triste de se falar, mas real. 
A pele dos olhos até enrugaram-se além do esperado, de tantas lágrimas derrubadas ao longo destes meses torturantes de solidão.
A maquiagem de falsos momentos de felicidade com amigos, embalados pela noite regada à álcool e cigarros, acabavam-se no retorno ao apartamento vazio, triste, enquanto os único companheiros felinos carentes esperavam-me para ganhar carinhos...e as águas do chuveiro misturando-se às lágrimas da dor, apenas assinava mais uma vez o óbito de um amor sentido só por mim.
Tudo ainda está vazio...armários, cadeira, minha alma e meu coração. 
Não quero e não vou preenchê-los, pois meu amor, enfatizo separando sim: homem e mulher foi único e será até o dia em que Deus lembrar-se que chegou minha hora.
Minha existência é fadada a sobreviver da melhor forma possível, por isso cuido do meu corpo, mente e alma, e para deixar um exemplo para meu filho, que este sim, amor incondicional, mas que tenho consciência de que está crescendo, e que, o estou criando para o mundo e não para mim, portanto sei que quando ele encontrar alguém, irá embora e formará sua nova família. 
Neste momento, mais uma vez, estou bem, pois sei que fiz minha parte, e peço apenas e faço por isso, que ele tenha amigos e saiba lhe dar com as dores da vida, tratar bem uma mulher, ser verdadeiro, honesto e leal.
Estes escritos são um desabafo para mim mesma, e se alguém o desejar ler, está no meu blog, como prova de que sim, existe amor verdadeiro, e que apesar de tanta maldade, falsidade e ilusões, ainda existe o sentimento verdadeiro e que dificilmente se tem a sorte de ser compartilhado, geralmente ele é único mesmo, no meu caso, infelizmente ficou para mim este karma.
Espero do fundo do coração que aqueles que leiam tenham para si esperança e que não desistam jamais dos seus sonhos, pois somente nós mesmos somos capazes de realizá-los, mais ninguém.
Não façam como eu fiz, colocarem as suas vidas nas mãos de outrem, pois se este outrem não corresponder, o tombo pode ser mortal, assim como foi comigo. E o pior disso tudo é que o amor continua,

Por Ana Paula L. (noite do ano novo 2017)



terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Sereia - mais uma de minhas criações

Esta foi uma das minhas primeiras criações artísticas...
E graças a uma grande amiga, que aliás a dei de presente, foi quem me incentivou a tomar tal iniciativa de pintar outras imagens.
Claro mais toda a inspiração de que tenho a meu dispor...
Eis "A Sereia" com ajuda do meu pequeno príncipe Micael...


Por: Ana Paula L.

Vênus - uma das expressões do amor verdadeiro

Aprendi com as artes a conter o sofrimento e dor que a vida me causou.
E foi no ápice da dor e sofrimento que encontrei a essência do maior sentimento...a arte de pintar.
Eis minha Vênus...entre tantas outras figuras.Como expressão do amor maior:
Com minha assinatura: Vênus por Ana Paula L.


sábado, 19 de novembro de 2016

Dúvida de como devemos escrever: a pipa ou o pipa?




A palavra "pipa" é substantivo feminino ou masculino?
Os dicionários dizem que "pipa" é palavra feminina: a pipa. 
Quanto a "o pipa", é provável que tenha ocorrido aí aquilo que se chama de contaminação, de cruzamento. 
Como "pipa", "quadrado" e "papagaio", por exemplo, são sinônimos, e "quadrado" e "papagaio" são palavras masculinas, pode ter se dado um cruzamento, uma troca de gênero entre os substantivos. 
De qualquer maneira, é bom lembrar que os dicionários não abonam isso e registram "pipa" como palavra feminina: a pipa.