quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Analogia de um rio - Poesia de Ana Paula L.

Sou como um rio poluído,
Sem cor, correnteza ou vida.
Sabe, nasci assim; puro, claro,
Mas logo veio o homem, 
Iludindo-me matreiro, egoísta.
Tão logo corri para ele, 
Me perdi, escoei e sequei.
Tentei desesperadamente
Buscar por um último respiro.
E lá nas profundezas 
Das minhas entranhas talvez, 
Um vestígio, uma fonte de prazer.
Mas quando pensei estar conseguindo, 
Veio a sua imagem utópica, cálida e fria
Escoei, chorei,sofri.
Hoje depois de tanta sujeira
Jogada e mantida por ti
Tenho águas escuras, sem vida,
Simplesmente, morri.

(Por Ana Paula L. 04-01-2017)

Escritos nas estrelas de um luto da alma no ano novo 2017


Por vezes tentei preencher vazios físicos deixados, mas sempre que tentei fazê-los, a dor é ainda maior do que a vontade de deixar tudo pra trás e continuar.
Não sobrou nada material, exceto uma garrafa de wiskie, uma caixa de música e um caminhãozinho de brinquedo cor de rosa.
Ainda uso corrente e , anel de uma pessoa que bem pouco conheci, mas tenho grande apreço no plano espiritual por ter colocado no mundo o grande amor de minha vida, e nunca os tirei, desde agosto de 2016.
A percepção de um luto eterno,  e que o tempo só deixa ainda maior, desespera-me perante a efemeridade temporal.
O preferir estar só a dividir uma vida de amor, cumplicidade, entristece-me ainda mais, pois as palavras junto aos meus sentimentos eram outras; "envelhecermos juntos...mas isso também foi ilusão.
Enquanto isso tudo parece ter voltado ao normal para todos, exceto para mim. Afinal, eu o que fui?  
O termo "inutilia truncat", ionicamente utilizado pelos árcades na Idade Média, aplicou-se a mim, endereçado por alguém  que amei, amo, no inteiro teor da palavra.
A confusão surreal do amor por parte deste ser, resultou para mim consequências terríveis atreladas à ingratidão, descrença e frieza. Sim, pois foi isso que me tornei.
Como pode alguém racional, pensar em sua confusão mental, que o amor tem um só segmento? Uma só face?
Na vida, assim como tudo existem tópicos e subtópicos, e todo resto é utópico.
Explico: o amor é dividido em alguns subtópicos, e podem perfeitamente ser administrados. Claro que se de fato, existir o amor verdadeiro, eis a questão.
Percebi que sim este amor verdadeiro existe, e não é utópico, e não é somente amor de mãe para filho ou de pai para filho. Pode sim haver amor verdadeiro entre homem e mulher, seria aquele que não esquece jamais, que cede, que encontra soluções para os conflitos, que essencialmente ve com os olhos do coração e principalmente aquele, que mesmo tendo sido deletado da vida de outrem, ainda consegue felicitar-se em ver seu grande amor bem, mesmo estando longe de você.
Passou-se datas importantes comemorativas, dias de frio, calor, noites, madrugadas, e nenhuma mensagem, ligação, sinal de fumaça, nada de nada...e todos impreterivelmente saudosos do cheiro, manias, chatices, mas onde poderia estar ele?
Ainda mais irônico é pensar que na mesma data do ano passado, eu estava ao lado do meu grande amor, mas ele não estava ao meu lado, mesmo assim, eu estava feliz e com esperanças que ele percebesse o erro que estava cometendo, mesmo me ferindo, mas hoje estou sem ele, ainda mais triste, mas tranquila porque ele está feliz ao lado de quem queria de fato estar, e sem aquela vontade de ligar ou mandar mensagem pela distância...triste de se falar, mas real. 
A pele dos olhos até enrugaram-se além do esperado, de tantas lágrimas derrubadas ao longo destes meses torturantes de solidão.
A maquiagem de falsos momentos de felicidade com amigos, embalados pela noite regada à álcool e cigarros, acabavam-se no retorno ao apartamento vazio, triste, enquanto os único companheiros felinos carentes esperavam-me para ganhar carinhos...e as águas do chuveiro misturando-se às lágrimas da dor, apenas assinava mais uma vez o óbito de um amor sentido só por mim.
Tudo ainda está vazio...armários, cadeira, minha alma e meu coração. 
Não quero e não vou preenchê-los, pois meu amor, enfatizo separando sim: homem e mulher foi único e será até o dia em que Deus lembrar-se que chegou minha hora.
Minha existência é fadada a sobreviver da melhor forma possível, por isso cuido do meu corpo, mente e alma, e para deixar um exemplo para meu filho, que este sim, amor incondicional, mas que tenho consciência de que está crescendo, e que, o estou criando para o mundo e não para mim, portanto sei que quando ele encontrar alguém, irá embora e formará sua nova família. 
Neste momento, mais uma vez, estou bem, pois sei que fiz minha parte, e peço apenas e faço por isso, que ele tenha amigos e saiba lhe dar com as dores da vida, tratar bem uma mulher, ser verdadeiro, honesto e leal.
Estes escritos são um desabafo para mim mesma, e se alguém o desejar ler, está no meu blog, como prova de que sim, existe amor verdadeiro, e que apesar de tanta maldade, falsidade e ilusões, ainda existe o sentimento verdadeiro e que dificilmente se tem a sorte de ser compartilhado, geralmente ele é único mesmo, no meu caso, infelizmente ficou para mim este karma.
Espero do fundo do coração que aqueles que leiam tenham para si esperança e que não desistam jamais dos seus sonhos, pois somente nós mesmos somos capazes de realizá-los, mais ninguém.
Não façam como eu fiz, colocarem as suas vidas nas mãos de outrem, pois se este outrem não corresponder, o tombo pode ser mortal, assim como foi comigo. E o pior disso tudo é que o amor continua,

Por Ana Paula L. (noite do ano novo 2017)



terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Sereia - mais uma de minhas criações

Esta foi uma das minhas primeiras criações artísticas...
E graças a uma grande amiga, que aliás a dei de presente, foi quem me incentivou a tomar tal iniciativa de pintar outras imagens.
Claro mais toda a inspiração de que tenho a meu dispor...
Eis "A Sereia" com ajuda do meu pequeno príncipe Micael...


Por: Ana Paula L.

Vênus - uma das expressões do amor verdadeiro

Aprendi com as artes a conter o sofrimento e dor que a vida me causou.
E foi no ápice da dor e sofrimento que encontrei a essência do maior sentimento...a arte de pintar.
Eis minha Vênus...entre tantas outras figuras.Como expressão do amor maior:
Com minha assinatura: Vênus por Ana Paula L.


sábado, 19 de novembro de 2016

Dúvida de como devemos escrever: a pipa ou o pipa?




A palavra "pipa" é substantivo feminino ou masculino?
Os dicionários dizem que "pipa" é palavra feminina: a pipa. 
Quanto a "o pipa", é provável que tenha ocorrido aí aquilo que se chama de contaminação, de cruzamento. 
Como "pipa", "quadrado" e "papagaio", por exemplo, são sinônimos, e "quadrado" e "papagaio" são palavras masculinas, pode ter se dado um cruzamento, uma troca de gênero entre os substantivos. 
De qualquer maneira, é bom lembrar que os dicionários não abonam isso e registram "pipa" como palavra feminina: a pipa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mais curiosidades da língua portuguesa: existe plural de sol?



Sim: Sóis. 
Sol é o nome (substantivo próprio) da estrela no centro do nosso sistema solar. 
Por analogia, podemos chamar de sóis (substantivo comum).

O plural da palavra pôr do sol é pores do sol. 
Foi o mais lindo pôr do sol que eu já vi. 
Foram os mais lindos pores do sol que eu já vi. 
Na língua portuguesa existem dois números gramaticais: o singular e o plural. O singular se refere a só um ser e o plural se refere a dois ou mais seres. 
A principal regra de formação do plural é acrescentar s à palavra no singular, ou seja: menina/meninas, casaco/casacos, mãe/mães,…Esta regra diz respeito, principalmente, aos substantivos simples terminados em vogal. 
Relativamente aos substantivos compostos, que são formados por mais do que um radical, existem várias regras para a formação do plural. Pode ser feito pela flexão dos dois elementos que formam a palavra, apenas pela flexão do primeiro elemento que forma a palavra, apenas pela flexão do segundo elemento que forma a palavra ou pela não flexão dos elementos, se mantendo invariável. 
No caso da palavra pôr do sol, a palavra pôr não é considerada um verbo porque se encontrar substantivada, sendo assim, a formação do plural da palavra pôr do sol obedece à regra de formação das palavras compostas unidas pela preposição de onde apenas a primeira palavra vai para o plural. 

Exemplos: pôr do sol/pores do sol; pé de moleque/pés de moleque; pão de ló/pães de ló; ...




Análise textual da obra Alice no País das maravilhas


Narrador onisciente (mesmo sendo sujeito do discurso, apresenta o ponto de vista de uma ou de várias personagens, no momento presente.) = 3ª pessoa - a figura do narrador  pode ser considerado o senhor da narrativa. ou seja, ele tem o poder de revelar e de ocultar, participar do conflito ou apenas o apresenta de modo discreto ou então marcando seu ponto de vista. 
O narrador emprega com frequência o discurso indireto livre e, por meio desse recurso de linguagem, apresenta ideias e sentimentos das personagens. 
Ele é transmissor e intérprete da visão de mundo da protagonista Alice.
Pode-se classificar este narrador como autoritário por centralizar as informações, mas também é solidário com um leitor mais iniciante, porque tende a mostrar aspectos que talvez não fossem percebidos. 

Ocorre no tempo psicológico - na obra Alice no País das Maravilhas– tudo se passa na mente dela enquanto estava com o Chapeleiro Maluco.
Há uma desordem das coisas, fazendo com que a cronologia seja inexistente. 

Tempo: a análise também pode ser feita através de vestimentas da época (principalmente), tornando-o  de certa maneira "atemporal" ou ainda passado.

Espaço: como o "País das Maravilhas" é um lugar fantástico, há muitas paisagens que não são comuns aos leitores (mesmo hoje); descrevê-las com zelo é um ponto importante a fim de criar tal imagem na mente. Mas tais caracterizações não se estendem muito, são suficientes durante a história.

Personagens: Embora o foco principal seja a menina, todos as outras personagens (coelho, Rainha Má, etc) são complexas na medida para o leitor infantil (daquela época, pelo menos) e representam alguns aspectos do cotidiano, sendo que a fantasia em torno deles também é fundamental para manter a atenção das crianças nas personagens.