quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cuidados ao se fazer uma revisão gramatical

Para se fazer um bom texto exige-se que o emissor seja cuidadoso com a revisão gramatical.
Confira alguns pontos que merecem atenção:

Grafia
Se você está em dúvida quanto à grafia de alguma palavra, procure substituí-la por outra sinônima e caso tenha acesso ao dicionário, consulte-o, entretanto, em processos seletivos você não poderá consultá-lo, portanto, use os sinônimos. 
Alfabeto Brasileiro (Novo Acordo Ortográfico)
Letras Iniciais Maiúsculas


Pontuação
A pontuação é fundamental na revisão, pois é responsável pela clareza das afirmações e auxilia na compreensão do texto. Para tal, vale conferir se a pontuação está em excesso ou escassez. Exemplo: quando há vírgulas demais no texto e o seu entendimento fica comprometido. Lembre-se que não se separa com vírgula o sujeito e o predicado.
Emprego dos Sinais de Pontuação
Uso do Hífen


Colocação dos pronomes
Segundo a norma culta da língua portuguesa, jamais se inicia período com pronome oblíquo (“Lhe mandei o convite” → “Mandei-lhe o convite”). Ao reler o texto, procure identificar se os pronomes oblíquos foram usados corretamente. Recorde que os pronomes o, a, os, as funcionam como objeto direto e os pronome lhe(s) funciona objeto indireto.
Exemplos de deslizes comuns: Encontrei ele (o certo: Encontrei-o), Nunca lhe ouvi cantar (o certo: Nunca o ouvi cantar).
Pronomes - Definição e Classificação
Colocação Pronominal: Próclise, Ênclise e Mesóclise


Regência verbal e nominal
Na revisão gramatical do texto verifique se as preposições foram utilizadas de acordo com a regência verbal ou regência nominal adequada aos termos regentes. Deslizes comuns: As garotas preferem chocolate do que rosa (o certo: As garotas preferem chocolate a rosa).
Regência Verbal e Nominal

Concordância verbal e nominal
Verifique se a concordância entre sujeitos e verbos está correta (concordância verbal) e se a flexão dos nomes está adequada (concordância nominal). As concordâncias em um texto são primordiais para a sua compreensão, por isso, devem estar adequadas.
Exemplos de deslizes comuns: Ela está meia triste com a morte do marido (o certo: Ela está meio triste com a morte do marido).

Concordância Verbal
Concordância Nominal

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Crônica da felicidade


Uma perfeita forma de dominação autoritária...o que vem a mente com esta frase?
Um ditador ou o militarismo comandando? 
Engano!
Temos a democracia; um regime mascarado desde meados dos anos 80, tempo este que se comemorou o fim da ditadura e início de novos tempos.
A promessa era que a situação melhorasse em todos os sentidos, mas especialmente focado na liberdade de expressão e todo o resto que girasse em torno desta ideia.
Ocorre que esta liberdade, ora conquistada pelo regime democrático é comandada por um pequeno grupo de poderosos que detém o poder e manipulam as pessoas como se fossem fantoches ou marionetes.
Então lhes pergunto: de que forma somos manipulados?
De fato a resposta é difícil, eu diria até complexa. 
Lembra-me aquela questão gramatical sobre sintaxe, a qual numa frase deve-se encontrar o sujeito oculto.
Pois é nestes termos que lhes digo que o domínio, a manipulação em massa é feita através da FELICIDADE.
Sim a FELICIDADE. Afinal o que traz alegria para um povo sofrido que trabalha de seis a oito horas por dia, sendo que quatro horas demora no trânsito para se deslocar de casa para o trabalho e do trabalho para casa, quando não é furtado materialmente é moralmente, em conduções inumanas ou congestionamentos caóticos?
Oras é óbvio que quando a pessoa chega em sua residência exausta querendo tomar o seu banho, comer e descansar, portanto presa fácil da burguesia, e é neste momento que começam a agir nas cabeças destas pobres criaturas; com jornais amedrontadores, novelas ridículas, programas interativos de fofoca e sexo à revelia, enfim um show apavorante de "NADA".
E é deste nada que será povoado o cérebro do povo, do seu cérebro!
Então após uma semana de trabalho árduo, chega enfim o final de semana e o que se faz com um salário minúsculo para um custo de vida cada vez mais caro vivido nas grandes cidades, há não ser ficar deitado na frente da televisão assistindo mais "NADAS" que te enche a vida de FELICIDADE ILUSÓRIA: futebol, carnaval, copa do mundo, e outras coisas mais do gênero.

(Pour Anna)


domingo, 20 de abril de 2014

Cadê os plural?

Cadê os plural?http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/img/transp.gif
 É só impressão minha, ou está cada vez mais difícil ouvir plurais ortodoxos? Aqueles de antigamente, arrematados com um ''s'' - plurais tradicionais, quatrocentões? Os plurais agora estão cada vez mais enrustidos, dissimulados, problemáticos. Cada vez menos plurais são assumidos. Os plurais agora precisam ser subentendidos.
Verdade seja dita: não somos os únicos no mundo a ter problemas com a maldita letra ''s'' no final das palavras. Os franceses, debaixo de toda aquela empáfia, há séculos desistiram de pronunciar o ''s'' dos plurais. No francês oral, o plural é indicado pelo artigo, e pronto. Ou seja: eles falam ''as mina'' e ''os mano'' desde que foram promovidos de gauleses a guardiães da cultura e da civilização.
Os italianos também não podem com a letra ''s'' no fim das palavras. Fazem seus plurais em ''i'' e em ''e'', dependendo do sexo, ops, do gênero das palavras. Quando a palavra é estrangeira, entretanto, eles simplesmente desistem de falar no plural: decretaram que termos forasteiros são invariáveis, e tudo bem. Una foto, due foto; una caipirinha, quattro caipirinha. Quattro caipirinha? Hic! Zuzo bem!
Os alemães, metódicos que só, reservam o ''s'' justamente a esses vocábulos estrangeiros que os italianos permitem que andem por aí sem plural. Com as palavras do seu próprio idioma, no entanto, os alemães são implacáveis. As palavras mais sortudas ganham apenas um ''e'' no final, mas as outras são flexionadas com requintes de tortura - com ''n'' (!) ou com ''r'' (!!), às vezes em conjunto com um trema (!!!) numa vogal da penúltima sílaba (!!!!), só para infernizar a vida dos alunos do Instituto Goethe ao redor do planeta.
Práticos são os indonésios, que formam o plural simplesmente duplicando o singular: gado-gado, padang-padang, ylang-ylang. Pelo menos foi isso que eu li uma vez. (Claro que não chequei a informação. Eu detestaria descobrir que isso não é verdade.) Já pensou se a moda pega aqui, feito aquele pavoroso cigarro de cravo? Os mano-mano. As mina-mina. Um chopps e dois pastel-pastel.
Nem mesmo nossos primos de fala espanhola escapam da síndrome dos comedores de plural. Os andaluzes e praticamente todos os latino-americanos também não são muito chegados a um ''s'' final. Em vez do ''s'' ríspido e perigosamente carregado de saliva dos madrilenhos (que chiam quase tanto quanto os portugueses), eles transformaram o plural num acontecimento sutil, perceptível apenas por ouvidos treinados. Em Sevilha, Buenos Aires ou em Santo Domingo, o ''s'' vira um ''h'' aspirado – lah cosah, lah personah, loh pluraleh.
Entre nós, contudo, a mutilação do plural não tem nada a ver com sotaques ou incapacidade de pronunciar fonemas. Aqui em São Paulo, a falta de ''s'' é um fenômeno sociocultural. Os pobres não falam no plural por falta de cultura. Da classe média para cima, deixamos o plural de lado quando há excesso de intimidade. É como se o plural fosse algo opcional, como escolher entre ''você'' e ''o senhor''. Se a situação exige, você vai lá e aperta a tecla PLURAL. Se a conversa for entre amigos, basta desligar, e os esses desaparecem em algum ponto entre o cérebro e a boca.
O que se deve fazer? Uma grande campanha educativa, com celebridades declarando que é chique falar os plurais? Lançar pagodes e canções sertanejas falando da dor-de-cotovelo causada por não usar ''s'' no final das palavras? Ou contratar um grupo de artistas alternativos para sair pichando nos muros por aí uma mensagem subversiva? Tipo assim: OS MANOS E AS MINAS.
 (Ricardo Freire)

Reflexão:
Concordo com a opinião do autor Ricardo Freire  em relação  à forma como as pessoas não fazem uso dos “plurais ortodoxos”.
De fato isso ocorre porque no decorrer dos tempos novas palavras e costumes vão surgindo e modificando a maneira como as pessoas se relacionam e falam  em sociedade.
Numa leitura complementar e em pesquisa sobre o texto de Ricardo Freire, encontrei no livro “Língua Portuguesa: Noções Básicas para cursos superiores” escrito pelos autores Maria Margarida de Andrade e Antonio Henriques a seguinte passagem condizente ao assunto:
“É ponto aceito que a concordância é antes questão de estilo que de gramática, razão por que não se deve, precipitadamente, tachar de errônea tal ou tal concordância de autores renomados; cabe verificar se não assistiu a eles uma razão que justifique a forma proposta.”
Segue um exemplo: “Passageiros e motoristas atiram moedas.” (Aníbal Machado)
Trata-se de um sujeito composto que leva o verbo ao plural.
No entanto discordo quando o autor cita os estrangeiros de várias nacionalidades, não fazendo o uso dos plurais para simplificar e facilitar  em termos fonéticos e escritos.
Creio que seja uma comparação um tanto quanto complexa, já que cada nação ou povo tem as suas próprias características  culturais.
Nós brasileiros, por exemplo, temos influências regionais e estrangeiras em nossa língua, e só a pouco tempo, depois de muito engessamento é que houve uma reforma ortográfica com intuito de viabilizar e estreitar o relacionamento entre as nações falantes da língua e padronizar gramática a fim de economizar com recursos de revisão e tradução de livros.
Respeito muito a opinião do autor, entretanto percebi que ele enfatiza muito a questão do não uso do plural  apenas como sendo cultural, e se esquece um pouco de mencionar que há uma normatização por trás a ser seguida denominada gramática.
Certamente que as normas quando são elaboradas giram em torno de uma base sociocultural, mas além disso temos uma questão de ordem na língua que deve ser seguida para que haja uma boa fonética em concomitante com a escrita.
Ao meu ver apesar de tantas transformações ocorridas em nossa língua, com a unificação ortográfica temos um bom motivo para adotar o costume de falar e escrever de uma maneira mais correta e que concorde com o tempo dos verbos em questão.

A prática antiga do uso dos plurais, mas que está em perfeita sintonia com os tempos atuais deve ser ensinada e entendida como algo natural na língua, desta forma serão quebrados os paradigmas de gírias e outras palavras inventadas, mas que são incoerentes com a norma em uso.

MENSAGEM DE PÁSCOA


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tradução da música Absolute Beginners e uma história por trás


Esta música é no mínimo uma marca na minha vida para sempre e sempre.

Traduz um sentimento, uma vida como se fosse um filme, mas que aconteceu realmente.
Este trecho: 


"Contanto que estejamos juntos
O resto pode ir para o inferno
Eu absolutamente amo você
Mas nós somos principiantes absolutos
Com olhos completamente abertos
Mas igualmente nervosos

Se nossa canção de amor
Pudesse voar acima das montanhas
Pudesse rir do oceano
Apenas como nos filmes"


Quando ouvia a música e dançava, esquecia-me de todo o resto...angústias, família, problemas, dinheiro...tudo mais podia ir pro inferno, contanto que estivesse junto de mim mesma.
E absolutamente, incondicionalmente, o amor estava ali.
Tudo parecia ser da primeira vez, mas não era. E tudo era tão inocente e único como se fossemos principiantes absolutos, eu e eu.
E com olhos abertos mas sempre nervosos...
E nossa canção tocava e fazia com que voássemos sobre as montanhas e oceanos, o meu próprio eu.
E um frio na barriga que subia...nunca mais senti isso por ninguém...
Só por mim mesma.
E tudo acontecia como apenas acontece nos filmes.
E penso se foi mesmo ou não? 
Não sei, mas de qualquer forma sempre que ouço, e é sempre mesmo, lembro-me dos momentos vividos e de todo o resto que esteve ao redor desta história.
Ainda hoje posso fechar meus olhos e dançar no escuro junto à sombra de mim mesma, incrível como sinto cheiro, toque e olhar, incrível!
Deve ser porque seja meu próprio reflexo.
Segue a tradução para português da minha música favorita do Bowie para sempre e sempre...

Absolute Beginners
Principiantes Absolutos


Eu não tenho muito para oferecer
Não há muito para levar
Eu sou um principiante absoluto
E eu estou absolutamente são

Contanto que estejamos juntos
O resto pode ir para o inferno
Eu absolutamente amo você
Mas nós somos principiantes absolutos
Com olhos completamente abertos
Mas igualmente nervosos

Se nossa canção de amor
Pudesse voar acima das montanhas
Pudesse rir do oceano
Apenas como nos filmes

Não haveria nenhuma razão
Para sentir todos os tempos difíceis
Para impor as linhas duras
Isto é absolutamente verdadeiro

Nada mais poderia acontecer
Nada que nós não pudéssemos sacudir
Oh, nós somos principiantes absolutos
Com nada mais a arriscar

(Pour David Bowie)


O que significa o ritual de "lava pés"

Uma curiosidade interessante e que poucos de fato, sabem o verdadeiro significado, há não ser aquele manipulado pelo cristianismo com relação ao simbolismo de "lavar os pés".
Toda aquela estória de que Cristo lavou os pés dos discípulos e etc, na verdade tem um lado ocultado porque envolve espiritualismo e foge dos dogmas pregados pelos católicos.
Lavar os pés significa estar na terra, entretanto não perder o vínculo com a espiritualidade.
Ou seja quando lavou-se os pés e retirou as sujeiras da terra, deixou-se para trás as coisas mundanas, erradas, materiais e conectou-se com a água que limpa e traz pureza de espírito.
Eu adoraria que alguém lavasse os meus pés. 
Quem não gostaria?
Acho que é uma espécie de manifestação de amor, sem se preocupar com estéticas ou quaisquer tipos de estigmas correlacionados aos pés.
Sem contar que te faz um carinho especial e único, diria puro e inocente.
O verdadeiro amor pra mim é isso: pureza e incondicionamento.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Autumn Tears - A Shadow Painted White (+playlist)

São as lágrimas de outono, 
Que saem dos meus olhos, 
Encharcados de dor e saudades.
E o vento gelado do final de tarde que sopra
Carrega as folhas secas caídas ao chão
Mas não consegue levar minha solidão.
(Pour Anna)