quinta-feira, 1 de agosto de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Para sempre Inverno em mim
O frio aquece minha alma,
Sedenta pela garoa
E dos ventos dos fins de tarde.
As cinzas da grande cidade,
Misturadas ao inverno triste,
Mas eu digo; que felicidade!
Que agora sim se faz verdade.
Pintam uma bela obra de arte
Refletindo a saudade
Por detrás da cortina preta
Da janela de um pequeno apartamento
Lá estou eu olhando...
Que do alto só avisto maldade.
Uma taça de vinho relembra
Noites jazidas no tempo
E a música que toca baixinha
Faz brotar do olho esquerdo já cansado
Uma lágrima de dor e de pesar pelo passado.
Por desalento e desamor...tanto que ficou.
E a expressão é sempre a mesma
Pálida, envelhecida e cabisbaixa.
Mas ele voltou e está comigo agora.
Há uma semana...meu amor o inverno para sempre em mim.
(Pour Anna)
DICA DE LIVRO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICO
Segue a dica para educadores que queiram se atualizar e inserir os alunos no mundo pós moderno: a professora e especialista em tecnologias digitais Martha Gabriel aborda um tema que está deixando educadores e pais com a cabeça quente: as transformações que a revolução digital tem causado na educação.
O novo livro, Educ@r – A (r)evolução digital na educação, publicado pela Editora Saraiva, apresenta e discute dois importantes aspectos que afetam fortemente a educação tradicional: as mudanças causadas pela disseminação e penetração das plataformas e das tecnologias digitais na sociedade; e as possibilidades que as plataformas e as tecnologias digitais abrem para a área.
O novo livro, Educ@r – A (r)evolução digital na educação, publicado pela Editora Saraiva, apresenta e discute dois importantes aspectos que afetam fortemente a educação tradicional: as mudanças causadas pela disseminação e penetração das plataformas e das tecnologias digitais na sociedade; e as possibilidades que as plataformas e as tecnologias digitais abrem para a área.
O livro é indicado para os cursos de licenciatura, para professores, educadores, gestores de instituições de ensino e a todos os profissionais que trabalham com educação.
Ela coloca no livro o que o novo panorama digital tem de alternativas e conexões para ampliar o potencial humano, mas que ao mesmo tempo em que abrem oportunidades, criam desafios inéditos. A Era da Informação dá lugar à Era da Inovação, e, com isso, surgem questionamentos sobre como deve ser a educação na era digital ou que provocações e oportunidades ela acarreta.
O docente exerce um papel essencial nesse novo mundo digital, não mais como um “provedor de conteúdos”, mas sim como um catalisador de reflexões e conexões para seus alunos em um ambiente mais complexo, que também é mais rico e poderoso. A intenção desta obra é auxiliar os educadores a sentirem-se preparados para acompanhar as tendências e perspectivas que surgirão.
Certamente que irei adquiri-lo, pois trata de algo que está acontecendo e muitos docentes com a mente engessada não fazem questão de atribuir nos seus conhecimentos.
Mas aqueles que pensam na educação com amor e evolução é um fator importante.
(Pour Anna)
sexta-feira, 19 de julho de 2013
DETROIT IMAGEM DO CAOS - SÃO PAULO SOMBRA DE DETROIT
Sua ações desmedidas de poder, ganância deixa com que a violência, o abandono e por fim a vida deixem de existir.
Seria esta a imagem do prenúncio do fim.
O que a grande potência EUA diz a respeito disso que está acontecendo?
Amigos Detroit já foi cenário de inúmeros filmes americanos e local onde moravam pessoas de classe média.
Hoje mas parece uma cidade fantasma habitada por zumbis ou melhor mendigos, esquecidos pelo Estado.
O que será feito destas pessoas? Assim como nos roteiros holywodianos serão mortos em massa?
Olha só acordei esta manhã e olhei pela varanda do meu apartamento...fiz uma analogia ao que aconteceu à Detroit e parece que estão ocorrendo coisas bem parecidas: trânsito, uma poluição absurda, violência solta ruas à fora.
Ainda temos tempo de fazer algo...nossa cidade é maravilhosa e temos inteligência e recursos para tentar salvá-la: o Estado tem que nos ouvir urgente.
Não dá mais para continuarmos tendo medo de ir num barzinho ou restaurante à noite, após trabalharmo o mês todo, dar um "duro danado" ( português coloquial) e sermos surpreendidos com arrastões ou tomarmos tiros.
Jovens com a força da tecnologia, sites sociais e tal: vão para as ruas, lutem, gritem...caso contrário seus filhos não saberão como foi a nossa bela cidade há não ser em fotos.
Seguindo as ideias das fotografias de Jo Hedwig
Teeuwisse sobre os Fantasmas da História as quais ele mistura fotos
antigas de guerra com fotos atuais das cidades, faz uma espécie de analogia e tenta nos alertar sobre os valores históricos que
cada lugar possui e o site Detroiturbex divulga fotos da cidade de
Detroit explorando seus locais abandonados e deteriorados através das
fotos, com a intenção de que seus pouquíssimos moradores e visitantes
resgatem a memória de uma cidade que, mesmo sendo tão complexa, possui
um patrimônio social, cultural e histórico enorme.
Mais uma vez vejam o que aconteceu com a estatística de crescimento populacional de Detroit: no período de cem anos a população de Detroit passou de quase trezentos mil
habitantes em 1910 para 1.8 milhão em meados do século passado e teve
uma drástica regressão à marca de 700 mil em 2010.
Entre 2003 e 2009 os fotógrafos franceses Yves Marchand e Romain Meffre
fotografaram o centro de Detroit e seus edifícios, igrejas e escolas que
foram abandonados juntamente com suas mobílias, objetos pessoais e
quase toda a memória de uma cidade que chegou a ser uma das mais
importantes dos EUA por possuir grandes indústrias automobilísticas.
Mesmo sendo capaz de abrigar cerca de 2 milhões de pessoas, Detroit possui hoje apenas 1/3 deste número.
As fotos atuais são de Yves Marchand e Romain Meffre e as fotos antigas fazem parte do arquivo do site.
Detroit foi abandonada por seu desequilíbrio financeiro e grande parte
da população atual é de sem tetos. A cidade sofre com a grande taxa de
desemprego ocasionada pela falência das empresas e sua taxa de
mortalidade, devido aos homicídios, é assustadora. Um cenário que mais
lembra um filme de guerra.
Assisti a um documentário "Terra 2100" que antes parecia ficção mas após ver o que aconteceu me sinto dentro de um destes filmes de horror científico, como se fosse um personagem.
Mas o pior de tudo é saber que as pessoas na sua maioria não estão nem aí com o que está acontecendo, olham apenas para os seus próprios umbigos.
É triste e deprimente ver que tudo está sendo destruído e não poder fazer muita coisa.
Gostaria que a ONU junto com sites ecológicos e o tal do Avaz...fizessem uma manifestação ou uma petição de um plano de ação para salvar as grandes cidades, em especial São Paulo e Rio de Janeiro, considerando que são as mais afetadas pelo caos da pós modernidade.
A comparação feita por Yves Marchand, abaixo, é perfeita e também tive a mesma sensação ao ver as imagens.
"Parece que Detroit foi abandonada para morrer. Muitas vezes entrávamos
em enormes edifícios decorados com bonitos candelabros, colunas
ornamentadas e frescos extraordinários, mas estava tudo a desfazer-se e
coberto de pó, e o sentimento de que tínhamos entrado num mundo perdido
era quase esmagador. De uma forma bastante real, Detroit é um mundo
perdido - ou pelo menos uma cidade perdida onde a magnificência do seu
passado é evidente em todo o lado" - Yves Marchand
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Misery - terror
Pode ser assistido no Youtube.
Curta brasileiro muito bom!
Trata-se de um curta de conteúdo real sobre o que as pessoas passam ao tentarem sobreviver em grandes cidades.
Vale a pena assistir.
sábado, 13 de julho de 2013
Fragmentos de sentimentos e sentidos
Daqui de onde estou a visão é um deleite;
Um imensa catedral atrás de um trânsito caótico
Um modernismo expressado pela fumaça cinza
Poeira adentra minha morada alta,
Tão alta quanto estou agora.
O álcool aumenta a visão
Das montanhas ao longe.
Imagino as casinhas em volta e posso vê-lo:
Vejo meu anjo também alto...suas asas também envelhecidas mas ainda lindas como sempre...
Apesar de estar no andar de baixo, na janela em ruínas, de sua morada...pensando e olhando para o nada.
Nada que somos e nada que nos tornamos, mas anjos esquecidos pelo tempo, pela vida.
De repente entre o som ensandecido de carros de polícias e ambulâncias
Nossos pensamentos se cruzam e posso senti-lo...nossa vibração é única
Vejo os seus olhos na janela tão solitários e pedintes de algo que nem mesmo ele sabe o que
Talves uma chance para ser visto, alguém que ainda tenha fé nele...não sei.
Assim como os meus, a música mistura-se com os sons da cidade e alivia o caos humano.
Penso: pudera eu estar junto à ele...embreagados de tristeza, esquecimento e dor, quem sabe, quem sabe...
Juntos, só isso...nada mais. (nothing more)Para sempre em vida e em morte.
Enxergo as coisas com mais dificuldade,
Os olhos humanos estão envelhecendo.
E por vezes prefiro ver de olhos fechados, imaginando.
É isso: minha vida virou imaginação
Já que não tenho uma vida real...
Tudo o que um dia pensei que pudesse ser e viver.
Sobrevivo da imersão dos sonhos
Em realidades utópicas.
Minha maior alegria é a mentira
Que minha mente criou para si mesma.
Identidade já não tenho mais.
E meu anjo esqueceu-se de mim...
Acho que em algum momento
Deixei de rezar...então fiquei mais só do que já era.
Restam-me apenas palavras e palavras
Já não tenho mais juventude
Emprego e nem nada de nada.
Apenas lembranças do que poderia ter sido
E vivido: sou isso...sou nada
E penso sempre na frase que já me espera
E cá entre nós estou ansiosa:
"Nesta que aqui estamos
Por vós esperamos..."
Pour Anna
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