domingo, 19 de maio de 2013

Aula de sábado sobre uso da crase e atividades de fixação



USO DA CRASE:

A fusão de duas vogais idênticas recebe o nome de crase. 
Em nosso idioma, a junção do artigo a com a preposição a, resulta no a craseado (à), marcado pelo acento grave. 
A junção da preposição a com o pronome demonstrativo feminino a, as, como também o a de aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a qual e as quais, por vez, também recebem a fusão de sons possibilitada pela crase.


1. Nunca haverá crase:

a)     Antes de palavra masculina
Pintura a óleo.
Entrega a domicílio

b)    Antes de verbo
Estava a dançar na pista.
Passara a dedicar-se mais aos estudos.

c)     Antes do artigo indefinido uma:
Já assistiu a uma peça teatral?
Pergunte a uma  professora. 

d)    Antes de palavra no plural
Não vou a cerimônias públicas.
Não vou a lojas em minha cidade. 

e)     Antes de pronome pessoal, incluindo o de tratamento:
Este livro é dedica a você.
Quero demonstrar meu respeito a Vossa Senhoria.

f)     Antes de numeral cardinal (exceto para horas):
A cidade fica a duas léguas do centro.  

g)     Antes de pronome demonstrativo, indefinido, relativo, ou interrogativo:
Ofereci minha atenção a esta moça, mas ela não quis.
Ela é a única a quem devo explicações.
Não direi nada a ti

h)    Antes de nome de lugar que não necessite de artigo:
Voltarei a Roma em dezembro.

i)      Entre palavras repetidas
Estive cara a cara com ele.
Meu dia a dia é bem diferente do seu.
 
2. Sempre haverá crase:
a)     Antes de palavras femininas que exijam o artigo a
Vou à escola.
Prefiro minha casa à (casa) de Rita. 

b)    Antes de palavra masculina que se subentenda a presença de uma palavra feminina:
Irei amanhã à Rádio Interativa. (Irei amanhã à estação da Rádio Interativa)

c)     Antes de numeral que indique horas (a palavra horas está implícita):
Irei às sete horas amanhã.
Estarei no evento às vinte e uma da noite. 

d)    Em locuções adverbiais, conjuntivas ou prepositivas formadas por palavras femininas: 
Adverbiais: às pressas, à tarde, à noite, à toa, às escondidas, à força, às cegas.
Conjuntivas: à proporção que, à medida que. (Exceção: a prestação.)
Prepositivas: à falta de, à espera de, à vista de, à beira de. 

e)     Antes de palavras que permitam a troca do a por: para a(s), na(s), pela(s) e com a(s).
Dei uma flor à menina. (Dei uma flor para a menina.)


3. A crase é facultativa:
 
a)    Antes de nome próprio de pessoa (feminino, é óbvio): 
Entregarei o livro a Carmem amanhã (ou à Carmem).
       Escrevi a Martha Medeiros, autora do meu livro preferido (ou à Martha Medeiros). 

b)    Antes de pronome possessivo feminino singular: 
Diga a sua mãe que ligarei mais tarde (à sua mãe).
       Oferecemos gratidão a nossa professora (ou à nossa professora).
  


Agora que já sabe o conceito e as formas de uso da crase, segue abaixo alguns exercícios para fixação:




  01. Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:

a) Um rapazito de paletó entrou na rua e foi perguntar à Machona pela Nhá Rita. (Aluísio Azevedo)
b) José Cândido não tinha nem a cor nem o título convenientes à sua filha. (R. Braga)
c) Mas o peru se adiantava até à beira da mata. (G. Rosa)
d) Todos, às vezes, precisam ficar bêbados, e por isso bebem. (R. Braga)
e) (...) evitei acompanhar Dr. Siqueira em suas visitas vespertinas à nossa bem amada. (J. Amado)
 
 
02. Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?
 
I. E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual ____ que ouvira em Limoeiro. (J. Lins do Rego)

II. Habituara-se ______ boa vida, tendo de um tudo, regalada. (J. Amado)

III. Depois do meu telegrama (lembram: o telegrama em que recusei duzentos mil-réis ___ (pirata), a "Gazeta" entrou a difamar-me. (G. Ramos)

IV. Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer _____.
(Millôr Fernandes)

a) àquele, aquela, aquele, aquilo
b) àquele, àquela, aquele, aquilo
c) àquele, àquela, aquele, àquilo
d) àquele, àquela, àquele, aquilo
e) aquele, àquela, aquele, aquilo
 
 
03. (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório.
 
a) a / a / à
b) a / à / à
c) à / a / a
d) à / à / à
e) à / à / a
 

04. (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:
 
a) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo.
b) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César.
c) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós.
d) Já não agrada ir à Brasília. A gasolina...
e) nenhuma das alternativas está errada.
 
 
05. (ESAN) Das frases abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:
 
a) Devemos aliar a teoria à prática.
b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.
c) Puseram-se à discutir em voz alta.
d) Dia à dia, a empresa foi crescendo.
e) Ele parecia entregue à tristes cogitações.
 
 
06. (ABC - MED.) Nas alternativas que seguem, há três frases, que podem estar corretas ou não. Leia-as atentamente e marque a resposta certa:
 
I.   O seu egoísmo só era comparável à sua feiúra.
II.  Não pôde entregar-se às suas ilusões.
III. Quem se vir em apuros, deve recorrer à justiça.
 
a) Apenas a frase I está correta.
b) Apenas a frase II está correta.
c) Apenas as frases I e II estão corretas.
d) Apenas as frases II e III estão corretas.
e) As três frases estão corretas.
 
 
07. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período: ____ noite estava clara e os namorados foram _____ praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ____ terra.
 
a) Á / à / à
b) A / à / à
c) A / a / à
d) À / a / à
e) A / à / a
 
 
08. (ITA) Analisando as sentenças:
 
I.   A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
II.  Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.
 
 Podemos deduzir que:
 
a) Apenas a sentença III não tem crase.
b) As sentenças III e IV não têm crase.
c) Todas as sentenças têm crase.
d) Nenhuma sentença tem crase.
e) Apenas a sentença IV não tem crase.

 
09. (ABC - MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:
 
a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.
 
 
10. (FUVEST) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte:
 
 "Maria pediu ____ psicóloga que ____ ajudasse ____ resolver o problema que ___ muito ____ afligia."

a) preposição (a)
b) pronome pessoal feminino (a)
c) contração da preposição a e do artigo feminino a (à)
d) verbo haver indicando tempo (há)
e) artigo feminino (a)






  Espero que estes exercícios junto a esta breve explicação tenha ajudado no uso correto da crase.



 





sábado, 18 de maio de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CURIOSIDADE ORTOGRÁFICA

Existem duas formas de escrever a palavra expectador: com "x" e "s":



Quando for expectador com "x" trata-se de alguém com expectativa, ou seja espera conseguir ou conquistar algo.
Enquanto que espectador com "s " diz respeito àquela pessoa que assiste algum programa, espetáculo, em resumo que vê, assiste algo.

USO DO POR QUE


Quando devemos fazer uso do por que e como?

Por que:
Usa-se esta forma para iniciar perguntas:
- Por que fizeste isso?
Podemos trocar o "por que" por "pelo qual motivo", sem alterar o sentido:
- Pelo qual motivo fizeste isso?
Por que -> pelo qual motivo

Porque:
Utilizamos esse formato para responder perguntas, exemplo:
- Fiz isso porque era necessário
É possível trocar o "porque" por "pois", sem alterar o sentido:
- Fiz isso pois era necessário
Porque -> pois

Por quê:
 Utiliza-se o "por quÊ" em final de frases:
- Sabemos que você não compareceu à reunião, por quê?

Porquê:
Essa forma é utilizada quando o "porquê" tem função de substantivo:
- Se ele fez isso, teve um porquê (motivo)
- Gostaria de entender o porquê eu tenho que ir

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Uso de etc


A pergunta de hoje é: antes de "etc" deve-se fazer uso da vírgula ou não?  
Na opinião de uma grande maioria de especialistas a resposta é sim porque a maioria dos escritores a usa, além de sempre que aparece nos acordos ortográficos de 1943 e de 1990, "etc." está precedida de vírgula.
Desta forma usar a vírgula antes de "etc." é seguir a consagração do uso  embora seja importante ressalvar que o sinal não seja obrigatório. 
"Etc." abrevia "etcétera" da locução adverbial latina et coetera ou et cetera ("e outras coisas", "e as coisas restantes", "e o resto"). 
 Encerra qualquer enumeração de modo genérico, conclusivo e comprobatório. Passou a significar também "e assim por diante".
Em "etc.",  o et corresponde ao "e". Por já haver na abreviatura o "e" implícito, alguns sábios consideraram não caber vírgula antes, já que a conjunção nesses casos une itens ou segmentos de igual valor.
Mas a combinação" et coetera " perdeu seu caráter de locução e ganhou um significado condensado, com seu ponto incluído, de modo que se pode tomar a liberdade de dizer que em português (e inglês e francês) não há mais conjunção e adjetivo neutro, mas uma unidade, uma abreviatura apenas.
Da mesma forma, o plural neutro coetera/cetera  deixou de se referir apenas a coisas em português e em outras línguas ocidentais, como queriam alguns intérpretes, agora poucos, e teve o sentido ampliado para se referir também a seres viventes.
Os exemplos destas páginas mostram que "etc." não carece ser usado em textos nos quais se exige precisão e possam gerar interpretações, oscilantes por natureza.
Portanto, a abreviatura "etc." será antecedida de vírgula, ou de ponto e vírgula, ou de ponto final, dependendo do caso, como nos exemplos dados. Mas sempre com o cuidado que deve reger a criação de textos informativos.
Seguem alguns exemplos:



Em enumerações
Não só a vírgula pode e deve preceder "etc."  Se a enumeração alinhar itens separados por ponto e vírgula, com o "etc." no final, a abreviatura também será precedida dessa pontuação. E será precedida de ponto final se a enumeração for marcada por esse sinal. É óbvio que, quando se prefere o ponto e vírgula ou o ponto final para marcar a enumeração, procura-se acentuar a pausa, tornar mais dramática a enumeração. Assim:

Nascer, viver, amar, gozar, sofrer, etc.

Nascer; viver;  amar; gozar; sofrer; etc.

E nascer. E viver. E amar. E gozar. E sofrer. Etc.

Em nenhum caso, "etc." será antecedido de "e". E nem seguido de reticências.


No fim da frase
Se "etc." coincidir com o fim da frase, o que ocorre com frequência, seu ponto será o ponto final dela. Em outras palavras, o ponto integrante da abreviatura coincide com o ponto final, se vier no fim da frase. 

"O governo, qualquer governo, terá sempre o apoio de expoentes da política nacional, como Sarney, Renan, Collor, Jader, etc."


Confusão ortográfica
Quanto ao significado, o uso de "etc." não provoca confusões, como ocorreu com a redação do acordo ortográfico de 1990. Foi tal a confusão resultante do uso inadequado da abreviatura que os editores do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) fizeram um esforço interpretativo para concluir o trabalho.

A comissão que estabeleceu os termos do acordo discutiu o uso do hífen (Base XV) em que se juntaram a expressão "em certa medida" e "etc.". Mas quem é que pode definir, num assunto como esse, os casos abrangidos por "em certa medida" e "etc."? Dessa imprecisão resultou que os editores do Volp tiveram de considerar como exceção os compostos aí citados e manter hífen na maioria, os aparentemente de acordo com a tendência geral do acordo. Daí compostos como para-brisa, para-choque, para-lama, manda-lua e manda-tudo ao lado dos outros, aglutinados sob o vago chapéu "em certa medida".

Incertezas
Por causa do "etc.", há igual estranheza com paraquedas , paraquedista , paraquedismo , paraquedístico , sem hífen, porque tem de haver hífen nos outros compostos com a forma verbal "para" com 2o elemento iniciado por consoante: para-bala, para-brisa, para-choque, para-chuva, para-lama, para-raios, para-sol, para-vento, "etc.", "conforme a tradição lexicográfica".

Nada como um vago "em certa medida" seguido de um "etc." para acabar com a precisão de qualquer texto, ainda mais de caráter legal.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Recomeço


A cada nova manhã
Um  recomeço.
Sabedoria é conseguir ver
Em meio à escuridão
Algo de bom...
E o ruim...encarar como desafio.
Saber lhe dar com o momento difícil
De maneira sóbria e inteligente
É necessário para continuar a luta.
Aliás a vida é uma guerra
A qual somos soldados,
E a cada batalha vencida,
Nos aproximamos da vitória.
O amor e a esperança
São nossos maiores aliados
Portanto que estejamos
Com ambos os sentimentos
Enraizados em nossos corações
E sigamos em frente.
(Pour Anna)