quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lembranças de um tempo passado

O tempo impiedoso, leva elegantemente nossa vã juventude e com ela as lembranças.
Para nós restam apenas marcas do tempo e saudosismos por aqueles que passaram e se foram.
E quanto deste tempo resta afinal?
O que somos? O que deixaremos?
Nada além de lembranças...e para os que ficam: novamente de volta aos shoppings e congelados.
Vestimentas, artigos pessoais são encaixotados, e pronto já nos esqueceram, tão logo a morte.

Dor física e d'alma

Quando a dor física mistura-se com a dor d'alma, perde-se o rumo de tudo aquilo que deve ser feito.
Cá estou eu novamente, com tanto a ser feito e impossibilitada por uma dor física terrível.
Meus olhos cerram-se, mas não de cansaço, apenas de tristeza e desgosto.
Veio-me o pensamento: o ser humano não consegue nunca aceitar a felicidade simples, sempre terá que encontrar algum impecilho para cobri-la com o manto da infelicidade e estragar tudo?
Quero bater com minha  cabeça na parede, a dor é forte demais...
Mas e o coração, o que faço...arrancá-lo-ei do meu peito? Oh dores terríveis noturnas! De todas, hoje, a mais doída.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tardes de outono...

Se algum dia destes, estiveres caminhando pelas ruas e lá no finzinho da tarde, sentires um vento gelado soprar em seu rosto, feche os teus olhos e não tenhas medo, pois serei eu quem estará com o pensamento em ti.


domingo, 15 de abril de 2012

Arte de Alfred Stevens

 Alfred Stevens (1828-1906), pintor belga, nasceu em Bruxelas, em 11 de maio de 1828. 
Assisti um documentário no sábado passado 14 de abril na  Cultura, e me apaixonei pelas pinturas deste artista belga.
Este artista pinta de uma forma tão detalhada as mulheres que olhando as suas obras, têm-se a impressão de estar vendo-as pessoalmente e sentindo o momento de suas pinturas.
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sons da madrugada

Momentos em que a circunstristeza aflora e faz-me refletir em como somos nada, e apenas aquilo que fazemos de bom é que realmente conta.
Ás vezes imploro pelo frio, outras não o quero...certamente traria de volta nesta mesma época, o melhor de minhas lembranças.
E morrerei com elas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eis o sentido de "guardar dentro da pedra"

Em meio à noite, perco-me em pensamentos, palavras...escritas, soltas ou ditas. E quando as digo, falo para dentro de mim...
Meu eu sedento, de mais palavras: ora frustradas, ora benditas ou malditas.
Cá estou eu novamente aqui; acomodada no sofá, deixando o ventinho gelado da madrugada soprar em minha pele gélida e pálida...
Repentinamente penso que poderia já estar morta de corpo cadáver, mas a vida sopra, e a vontade ávida de beber, faz-me lembrar de que ainda vivo.
Então perco-me num mar de de letras novamente, de todos os tipos, enquanto isso, ouço Chopin, Debussy...e vou acalmando-me...eis que encontro este poema.
Lindo poema! Escrito por Florbela. Aliás remeteu-me à uma época em que escriviam-se cartas...as lindas cartas, com tanto sentimento...e podia-se ao lê-las quase que enxergar o outro lado do remetente.
Hoje pouco tempo após as cartas escritas, nestes tempos ditos "contemporâneos" temos apenas limitações de sentimentos.
Sobrou apenas isso...com tanta modernidade.

domingo, 8 de abril de 2012

Meus dias

Quando nos deparamos com as tristezas mais profundas é que valorizamos o que temos.
E é certo que a vida é o bem mais valioso, e que por consequência temos que aproveitar cada instante que dela desfrutamos.
Á partir deste momento de consciência, valorizamos simples detalhes, que passavam antes despercebidos,  como o entardecer, o amanhecer, uma nuvem que toma formas no céu infinito, o olhar do nosso animal de instimação, a água que bebemos quando estamos com sede, enfim, eu poderia passar dias, descrevendo apenas horas de um simples olhar da vida, simples e bela que temos, mas apenas para finalizar esta minha conclusão digo:
Amem as suas vidas acima de qualquer coisa e olhem para os detalhes do simples, que na verdade é tão infinito de belezas.