Enquanto dirijo meu carro no trânsito caótico de São Paulo, observo o cinza se dissipando em meio às nuvens, e repentinamente a saudade de ti toma forma.
Então tudo ao redor parece chamá-lo: a música que toca, o motorista parado ao lado, o perfume que exala no ar, as cinzas do seu cigarro.
E a dor aumenta e num ato desesperado choro, e procuro sua imagem em todas as partes, nas ruas em meio as pessoas, dentro do ônibus...no espaço, no vácuo, mais nada me traz você...
E os dias passam e o tempo me tortura com sua ausência como se a morte tivesse tirado de mim um ente querido, sim é assim que me sinto.
Eu que nem em deus creio, peço à ele que me traga você.
És minha sombra, imaginas que sombra não se pode tirar nunca.
Quem dera eu fosse um morto-vivo...
Teria ausente o teu reflexo em minha'lma.
Mas não o sou e sofro por tê-lo constantemente comigo.
Em funcionamento desde 2006 na baixada do Glicério, Liberdade, a
Cooper Glicério, uma cooperativa composta por profissionais de coleta
seletiva de materiais recicláveis. A cooperativa procura ampliar a coleta seletiva dos catadores
(papéis, vidros, plásticos, metais, óleo e papelão), por meio de
parcerias com empresas e com a própria comunidade, sensibilizando os
cidadãos sobre a importância e a necessidade da separação e reciclagem
do lixo produzido na cidade de São Paulo, em especial na região central,
área de atuação do projeto.
OPINIÃO: Deveríamos organizar mais trabalhos como estes em baixo de pontes e viadutos de São Paulo, desta forma ajudaríamos a natureza e a sociedade a sentir-se mais útil e valorizada.
O Centro Ruth Cardoso em parceria com o Catarse, V2V e Mandalah,
promoverá nos dias 20 e 21 de setembro o Festival de Ideias; inovações
para o desenvolvimento social para promover debate e intercâmbio de
temas e tendências, além de fomentar as cadeias de trabalho colaborativo
para o desenvolvimento de projetos de inovação social. As ideias
escolhidas serão apresentadas no evento presencial.
Vampiros, bruxas e redes sociais entram em discussão na XV Bienal do Livro Rio
Em
encontro concorrido, escritoras debatem a popularidade de séries sobre
figuras mitológicas. Relação entre literatura e internet ganha espaço na
festa literária da cidade.
Os personagens são
seculares, mas o assunto não poderia ser mais atual. Sempre de olho nas
tendências mais em voga no mundo literário, a XV Bienal do Livro Rio
abriu espaço, nesta sexta-feira à noite (2), para as figuras mitológicas
no Café Literário. O espaço reuniu a historiadora americana Deborah
Harkness, autora de A Descoberta das Bruxas – primeiro livro de uma trilogia sobre uma bruxa que vive nos dias atuais –, e a escritora Mary del Priore, de Histórias Íntimas,
para discutir o tema “Magia e verdade do imaginário: por que nos atraem
vampiros e bruxas?”, em um encontro concorrido, com todas as mesas
ocupadas.
Magia e Verdade do Imaginario - Mary Del Priori e Deborah Harkness As
duas começaram o encontro traçando um apanhado histórico e lembraram
que, quando esses mitos foram criados, as pessoas acreditavam que eles
existiam de fato. Del Priore falou sobre o período da Inquisição e da
perseguição do Estado a pessoas que eles desconfiavam ser vampiros ou
bruxas. “Naquela época, havia muita crença em fenômenos e criaturas
sobrenaturais. Há relatos sobre animais que nasciam em mulheres,
crianças com deformidades provocadas pelo demônio… É uma mitologia que
sempre mexeu com as pessoas”.
Para ambas as
escritoras, o tema de bruxas e vampiros atrai tanto as pessoas devido ao
lado lúdico da história. Serve como forma de escape para a sociedade,
além de ser uma diversão para todas as idades, com livros e filmes.
Harkness lembrou ainda a importância da série Harry Potter, que, para
ela, criou nas crianças o prazer da leitura que atualmente não se vê nem
em muitos adultos. “Hoje, é possível ver crianças com verdadeiros
calhamaços na mão e lendo com muito prazer. Já tive alunos que
reclamavam de ter de ler 50 páginas”, disse a americana. As autoras e as redes sociais No
espaço Mulher e Ponto, a discussão girou em torno das relações entre as
redes sociais e a literatura, em mesa-redonda que contou com a presença
das escritoras Simone Campos e Claudia Nina, que também é jornalista,
professora e crítica literária. A mediação foi da jornalista Tânia
Carvalho. O trio discutiu o papel desempenhado pela internet no trabalho
das autoras e na divulgação da literatura.
“Classifico minha vida
entre antes e depois do Facebook. Não sou uma pessoa de ir a bares e à
praia e a rede social me ajudou a fazer contatos. Trata-se de uma
oportuna ferramenta de trabalho em que posso expor minhas ideias de
forma envolvente”, disse Claudia Nina, que também explicou como a
internet facilitou a produção de seus livros: “Consegui um ilustrador
para uma das minhas obras, A banca dos feiosos, a partir de álbuns do Facebook”.
Já
Simone Campos, autora de apenas 28 anos que lançou seu primeiro romance
aos 17, disse que os autores por vezes são muito inacessíveis. “Quero
ser compreendida e por isso comecei a escrever de maneira mais simples.
As redes sociais podem ajudar as pessoas a lerem mais”, afirmou. Nina
também elogiou a instantaneidade da comunicação pela internet: "Quando
eu escrevia em jornal, algumas pessoas liam aquilo e depois o texto
morria. No Facebook, você observa a reação das pessoas".
Neste
sábado, a partir do meio-dia, um dos espaços mais concorridos do evento,
o Conexão Jovem, que é uma das novidades da Bienal para este ano, cuja
ideia é colocar os autores em contato o público teen, terá como primeira
atração internacional Alyson Noël (Íntriseca), autora de Para sempre, Lua azul, Terra de sombras, Chama negra, Estrela da noite, Infinito ? os seis volumes da série Os imortais ? eRadiante, primeiro livro da série Riley Bloom.
Publicados em 37 idiomas e 50 países, seus livros ultrapassaram os seis
milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos e 300 mil no Brasil. A
sessão acontecerá no auditório Dinah Silveira de Queiróz, no Pavilhão 3
(azul), com capacidade para 400 pessoas.
A partir das 14 horas, o
Café Literário traz o tema “Histórias de mulheres, fontes de
narrativas”, tendo a participação da autora internacional Audrey
Niffenegger (Objetiva), autora do best-seller A mulher do viajante do tempo, e Letícia Wierchkovski (Record), autora de A Casa das Sete Mulheres.
Às 16h30, no espaço Livro em Cena, no pavilhão verde, Guimarães Rosa
ganha vida na voz do ator Antônio Grassi, que interpretará trechos de A Terceira Margem do Rio, O espelho e Sorôco, sua mãe e sua filha. Já às 17 horas, o Mulher e Ponto recebe O homem que entende as mulheres, o autor de O que toda mulher inteligente deve saber, Steven Carter (Sextante).
Também às 17h, o Café Literário discute o Escrever em situação pós-colonial,
com o escritor indiano Amitav Ghosh (Objetiva), e Abraham Verghese
(Companhia das Letras). Em seguida, às 18h30, o espaço recebe mais uma
mesa com o selo Brasil, discutindo Ficção e instinto de nacionalidade com
a autora Ana Maria Machado (Objetiva) e Edney Silvestre (Record). A
historiadora e escritora Rosa Maria de Araujo será a mediadora. No
espaço Livro em Cena, a cantora Elba Ramalho interpreta trechos da obra
de João Cabral de Melo Neto:Morte e Vida Severina. Às 19h30, no Mulher e Ponto, Míriam Leitão (Record) fala do seu best-seller sobre a inflação, Saga Brasileira - A longa luta de um povo por sua moeda,
em entrevista à jornalista Flávia Oliveira. Fechando a programação
deste sábado, o Café Literário apresenta às 20 horas os escritores
Ferreira Gullar (Record), Antonio Cicero (Companhia das Letras), e
Viviane Mosé (Record), para participar do Sarau Poético.
Quem diria que a
bebida que você tomou na semana passada poderia um dia virar uma roupa... Mas a necessidade fez acontecer e agora a garrafa pet pode ser uma camiseta! Com apenas duas garrafas PET se faz uma camiseta que resiste tanto quanto uma de algodão.
O processo ocorre da seguinte forma:
1) - Quando os catadores separam as garrafas por cores, retiram
as tampas e rótulos, lavam e a embalagem passa por um processo de
secagem. Então a garrafa PET é moída e reduzida em pequenos pedaços;
2) - Depois é feita a fusão numa temperatura de 300 graus, a
filtragem e a retirada de impurezas. Na fábrica onde é feita a fibra,
repete-se o processo de fusão a 300 graus e o material é passado por
equipamentos que o separam em filamentos. O resultado é uma fibra cerca
de 20% mais fina que o algodão.
3) - A
terceira e última fase é a da estiragem, quando a fibra é transformada
em fio. As fibras feitas a partir da garrafa PET reciclada podem ser
usadas sozinhas ou associadas a outro tecido, como a seda ou o algodão.
E ainda por cima esse novo processo pode ajudar cerca de 200mil famílias carentes. Diversas
marcas estão investindo nessa nova alternativa e assinando embaixo
quanto à qualidade.
Em Porto Alegre, a marca Budha Khe Rhi o projeto Echo Buda
que possui uma linha de camisetas feitas com tecido de bambu e garrafa
pet, sendo o toque do tecido bem mais leve e macio do que o algodão e cores bem diferentes, em tons de algodão feito em lavagem stone, ou
seja, com aparência desgastada, com se fossem aquelas folhas de papel recicláveis que já utilizamos hoje em alguns escritórios e/ou residencias.
Mario Queiroz que é um estilista famoso no meio da moda em São Paulo já
trabalhou com este tipo de tecido e lembra que “quando se busca um novo
desenvolvimento têxtil, seja ele qual for, a questão do conforto e de um
bom toque é uma das exigências”e ressalta quemesmo se o produto apresente qualquer desvantagem, não seria tão grande diante da possibilidade de reciclar e fazer moda ao mesmo tempo.
Desta forma ocorre uma diminuição do uso de algodão e consequentemente de árvores
derrubadas, e o que era lixo transforma-se em roupa.
Diversas marcas já aderiram ao
Programa Carência Zero, onde moradores de diversas comunidades carentes
transformam garrafas em tecido.
Para a confecção de uma camiseta são
utilizadas duas embalagens PET, há uma estimativa de absorção de 800 mil
garrafas. Calcula-se que cerca de 200 mil famílias estejam vivendo da
captação de recicláveis. O Brasil já recicla 35% de todo material
produzido a partir da resina do PET. Desta forma, a possibilidade de
geração de empregos com a reciclagem torna-se muito maior a partir deste
projeto.
Quando percebemos que algo está faltando dentro de nós e não sabemos exatamente o que é este algo, arrastamos como se fosse um pano de fundo este sentimento nos acompanha em nossas conquistas, projetos e relacionamentos. Ficando coberto, entretanto se há um pouco de silêncio interior ele pode se manifestar claramente, mas é certo que todos nós sofremos deste vazio interior, uns com mais intensidade, outros com menos.
Esta indefinível sensação de necessidade e carência foi descrita por vários campos de estudo; filosofia, literatura, psicologia.
Na mitologia grega a mãe de Eros, o desejo é a Penúria, a falta. Os gregos colocavam a carência como origem de tudo o que desejamos na vida e para eles este gosto de escassez, insuficiência, insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, sonhos e planos, e de certa forma isso nos alivia, pois assim conseguimos nomenclaturar este sentimento e a vida pode se reorganizar de uma maneira diferente.
Podemos reconhecer o que nos incomoda e, mais que isso, observar como essa falta primordial é capaz de conduzir, nem sempre de uma maneira sábia, a maioria dos nossos movimentos existenciais, e com base nesta nova consciência é possível regularmos de forma mais equilibrada nossos desejos.
E se já sabemos o que origina este vazio, podemos administrar melhor quando admitimos que esta falta jamais seré preenchida com ilusões de natureza material ou emocional, e assim abrandamos à fome na qual nos atiramos ás coisas e ás pessoas.
Não se trata de suprimir o desejo, mas de transformá-lo; de desejar um pouco menos aquilo que nos falta, e um pouco mais aquilo que temos; de desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende.