domingo, 7 de setembro de 2025

ARTIGO: ARREBATAMENTO SOCIAL

Hoje ao ler as notícias diárias, me deparei com a seguinte: "No Japão, pessoas estão desaparecendo por vontade própria, sumindo do nada mesmo..."(fonte: fofoquei a sua revista digital). Então é claro que surgiu a curiosidade sobre o "tal sumiço". E nada tão surpreendente, quanto uma fuga de suas famílias tóxicas, trabalho, dívidas ou abusos, sem deixar rastros ou explicações, recomeçando uma vida do zero, num lugar totalmente diferente, longe de todos.

Ao longo dos anos, tenho percebido uma rotina de tarefas cada vez mais intensas e que estão consumindo as pessoas de tal forma, que as fazem ficar sem tempo para passar com seus entes queridos ou amigos. E se têm esse tempo, sentem-se sem energia e não conseguem parar de pensar no que deveriam estar fazendo, fato este que não as desliga do botão do fazer.

Além de toda a cobrança de prazos e entregas diárias em seus trabalhos, ainda existem os problemas familiares e que podem sucumbir até a alma mais tranquila de todas: são questões de falta de dinheiro, chantagens emocionais, doenças, ciúmes.

É uma vida caótica e que não para até mesmo quando se fecha os olhos estafados e que nos leva a mais pesadelos ou um sono inquieto e fatigante. Trata-se de uma vida insana, de quem sobrevive nas grandes cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro, donde somos imersos em conflitos externos e internos.

São tantas as denominações de doenças psíquicas: "burnout", seria uma delas, mas existem várias outras. E encontrar uma solução, às vezes, se torna quase impossível, fazendo com que muitas pessoas se tornem invisíveis à sua própria vida e daqueles dos quais convive.

A solução para viver ao invés de sobreviver em tempos contemporâneos está dentro de cada um de nós: organizar as tarefas e encaixá-las num tempo de horário comercial, deixando ao menos, umas quatro horas diárias para si próprio, seja para ouvir uma boa música, ler um bom livro ou simplesmente não fazer nada, desligando-se de celular ou qualquer outro tipo de conexão com possíveis problemas.


quinta-feira, 24 de julho de 2025

Direito Processual Civil - Recursos Parte I profana pptx


Dica sobre recursos - Pensar que existem 9 recursos - Que o fundamento está disposto no artigo 994 do CPC - Dica de prazo: todos foram uniformizados pelo novo CPC em 15 dias úteis, com apenas a exceção, dos embargos de declaração, que são 5 dias úteis.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

As folhas mortas - poema de Jacques Prévert

As Folhas Mortas 
Oh! Gostaria tanto que você se lembrasse 
Dos dias felizes onde nos éramos amigos 
Naquele tempo a vida era mais bela
 E o sol mais brilhante do que é hoje 
As folhas mortas juntamos com a pá 
Você vê, eu não me esqueci 
As folhas mortas juntamos com a pá 
As lembranças e os arrependimentos também. 
E o vento do norte leva-as. 
Na noite fria do esquecimento 
Você vê, eu não me esqueci 
A canção que você me cantava. 
É uma canção que é semelhante a nós. 
Você, que me amava e eu te amava. 
E nós vivíamos sempre juntos 
Você que me amava, eu que te amava. 
Mas a vida separa aos que se amam. 
Tão docemente, sem fazer barulho. 
E o mar apaga sobre a areia 
Os passos dos amantes separados 
As folhas mortas juntamos com a pá 
As lembranças e os arrependimentos também 
Mas o meu amor, silencioso e fiel 
Sempre sorri e é grato pela vida. 
Eu te amei tanto, você estava tão bonita. 
Como você espera que eu esqueça? 
Naqueles dias, a vida era mais bonita 
E o sol mais brilhante do que é hoje. 
Você era meu doce amigo 
Mas eu não tenho nenhum arrependimento 
E a música que você cantou, 
Sempre, sempre vou ouvi-la! 
É uma canção que é semelhante a nós. 
Você, que me amava e eu te amava. 
E nós vivíamos sempre juntos 
Você que me amava, eu que te amava. 
Mas a vida separa aos que se amam. 
Tão docemente, sem fazer barulho. 
E o mar apaga sobre a areia 
Os passos dos amantes separados 
Jacques Prévert